Governo aprova investimento na rede de distribuição elétrica
Num comunicado divulgado no final do Conselho de Ministros, o executivo assegurou que "o plano reforça a resiliência e a modernização da rede elétrica nacional, preparando-a para responder aos desafios da transição energética, da crescente eletrificação da economia e da integração de energias renováveis".
Além disso, indicou, "os investimentos previstos permitem aumentar a capacidade da rede, reduzir constrangimentos à ligação de novos projetos de produção, consumo e armazenamento de energia, reforçar a segurança e a qualidade do abastecimento elétrico", bem como acelerar a execução dos investimentos associados ao Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), adiantou.
O plano foi apresentado pela E-Redes, que gere a rede de distribuição nacional.
O presidente executivo da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, detalhou, no ano passado, que a E-Redes vai alocar 20% do investimento previsto até 2030 para reforço das redes, e que o impacto nas tarifas será "imaterial".
Nesse sentido, lembrou o aumento de 50% do investimento proposto pela E-Redes, empresa do universo EDP e operador da rede nacional de distribuição de eletricidade, para 1,6 mil milhões de euros para o período de 2026 a 2030.
A proposta recebeu um parecer favorável da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), no ano passado, "o primeiro de sempre sem quaisquer cortes de investimento propostos", apontou.
Detalhando os números apresentados no plano que a E-Redes tem de apresentar de dois em dois anos ao regulador, o presidente executivo do grupo destacou que "cerca de 45% do investimento será atribuído à modernização da rede, 15% à digitalização e cerca de 20% à eletrificação e descarbonização".
Por último, tendo em conta que o tema ganhou importância, devido ao apagão, destacou que "20% do investimento será afetado a tornar as redes mais fiáveis e a garantir um serviço robusto e contínuo", de modo a conseguir acompanhar o aumento da incorporação de energia renovável.
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