Governo cabo-verdiano apela à libertação de Domingos Simões Pereira

🗓️ 2026-07-14 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"O Governo apela à sua libertação célere e ao restabelecimento pleno das suas garantias constitucionais e reafirma a disponibilidade para contribuir, em concertação com os parceiros" da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), "para uma solução pacífica, inclusiva e duradoura que salvaguarde os direitos fundamentais do povo guineense", informou em comunicado.

O executivo reafirmou ainda o seu compromisso com a promoção e defesa dos direitos humanos e, "na qualidade de país irmão", manifestou disponibilidade para facilitar o diálogo "a nível interno, sub-regional e junto da comunidade internacional".

Além disso, manifestou "profunda preocupação" e apelou ao respeito pelos "valores e princípios que inspiram a convivência pacífica e, sobretudo, pela dignidade e Estado de direito".

No domingo, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que sustenta o Governo cabo-verdiano, já tinha condenado a "detenção arbitrária" de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.

No mesmo documento, o partido no poder em Cabo Verde exigiu a "libertação imediata" de Simões Pereira, bem como o fim de toda a forma de "perseguição política".

Domingos Simões Pereira foi conduzido na sexta-feira às celas da Segunda Esquadra da Polícia de Ordem Pública (POP), em Bissau.

O dirigente foi detido na sequência do golpe militar de 26 de novembro e, após dois meses na cadeia, regressou a casa com termo de identidade e residência, mas impedido de se movimentar.

Em junho, foi tornado público um despacho judicial em que foi considerado suspeito de participação numa alegada tentativa de golpe de Estado cerca de um mês antes das eleições gerais de 23 de novembro.

A defesa de Domingos Simões Pereira tem contestado o processo, classificando-o como perseguição política.

O Alto Comando Militar que governa o país marcou novas eleições para 06 de dezembro, aprovou uma nova Constituição que atribui mais poderes ao chefe de Estado e que será submetida a referendo em 30 de agosto.

*** A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância. ***

Leia Também: Loucura total em Cabo Verde. Vozinha 'engolido' por multidão