Greve dos Correios: TST julga dissídio coletivo nesta segunda
A greve dos trabalhadores dos Correios ultrapassou uma semana nesta sexta-feira, 18, sem que empresa e funcionários tenham chegado a um acordo para encerrar a paralisação. O impasse deverá ter um novo capítulo na próxima segunda-feira, 21, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgará o dissídio coletivo da categoria.
A sessão está prevista para começar às 13h30. Entre os principais pontos de divergência estão o plano de saúde dos funcionários e as condições do novo acordo coletivo de trabalho.
Plano de saúde está entre principais impasses
Uma das questões que mais mobilizam os trabalhadores envolve o CorreiosSaúde. A categoria contesta a proposta para que os Correios deixem a condição de mantenedora e passem a atuar como patrocinadora do plano.
Os representantes dos funcionários argumentam que a mudança pode elevar os gastos de trabalhadores, aposentados e dependentes e resultar na redução de direitos atualmente assegurados.
As negociações salariais também contribuíram para o início da paralisação. Uma proposta inicial de reajuste de 0,87% foi rejeitada pelos sindicatos, que reivindicam recomposição das perdas inflacionárias e ganho real.
A categoria também discute benefícios e adicionais previstos no acordo coletivo, incluindo regras relacionadas às férias, trabalho realizado em dias de repouso e feriados e gratificações específicas.
TST determina manutenção de 80% dos trabalhadores
Durante a greve, o TST determinou que pelo menos 80% dos funcionários permaneçam em atividade em cada unidade da estatal.
A decisão considerou o caráter essencial dos serviços postais e os possíveis impactos da paralisação, inclusive sobre atividades relacionadas às eleições de 2026.
Enquanto o julgamento não acontece, os Correios afirmam que continuam prestando serviços em todo o país. A empresa adotou medidas para reduzir os efeitos da greve, como o deslocamento de empregados administrativos para áreas operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões.
A estatal também afirma que a adesão ao movimento é parcial.
Categoria aguarda decisão sobre dissídio
Com as negociações ainda sem uma solução definitiva, o julgamento de segunda-feira passa a ser decisivo para os próximos passos da greve.
O TST deverá analisar as condições do conflito coletivo entre a estatal e os trabalhadores e poderá estabelecer parâmetros para questões que permanecem sem acordo.
Até lá, a paralisação continua, enquanto representantes da categoria defendem a preservação do plano de saúde e dos benefícios e os Correios buscam mudanças no acordo coletivo em meio ao processo de reestruturação da empresa.