Seguro agradece "novidade, grandeza, invenção e pioneirismo" nos 70 anos da Gulbenkian
O Presidente da República agradeceu esta sexta-feira o contributo da Fundação Calouste Gulbenkian para Portugal na educação, nas ciências e nas artes, e considerou que, 70 anos depois, “continua a ser novidade, grandeza, invenção e pioneirismo”.
António José Seguro discursava na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, numa cerimónia que assinalou o 70.º aniversário da fundação e a reabertura do Museu Gulbenkian, que voltará a estar aberto ao público a partir de sábado, após obras de renovação.
“Não podemos falar dos últimos 70 anos da vida portuguesa sem mencionar a Fundação Calouste Gulbenkian. Na cultura, nas artes, nos seus serviços de educação, no apoio e incentivo à investigação e à inovação científicas, na filantropia em geral, na medicina, na criação artística e na arquitetura, na criação da primeira rede de leitura pública e de uma geração de leitores gratos e apaixonados”, referiu.
Recuando ao Portugal de 1956, o Presidente da República disse que a Fundação Calouste Gulbenkian apareceu como “pura novidade, grandeza, invenção e pioneirismo” e trouxe “o melhor que se viria a fazer” no país.
“O seu modelo de funcionamento e os seus programas de ação inspiraram as nossas políticas públicas e as atitudes e ambições do Estado português. Mas para sermos inteiramente justos, 70 anos depois, em 2026, a Fundação Calouste Gulbenkian continua a ser novidade, grandeza, invenção e pioneirismo”, considerou.
O chefe de Estado deixou “uma palavra de felicitações, de aplausos e de agradecimento à Fundação Calouste Gulbenkian pelos seus 70 anos de vida em Portugal”.
“Mas a história da Fundação Calouste Gulbenkian não é, no entanto, a história do nosso país, por muito que gostássemos que isso fosse verdade. Muitas das vezes escutei esta expressão, e todos a reconhecemos certamente nesta sala, a de que a Gulbenkian foi o nosso Ministério da Cultura enquanto não havia Ministério da Cultura, ou o nosso Ministério da Ciência enquanto não havia políticas públicas de ciência”, acrescentou.
Sobre a atividade da Gulbenkian no presente, António José Seguro elogiou “a política de bolsas de investigação, os programas de música e de exposições, o programa de aquisição de arte contemporânea e o papel notável do Centro de Arte Moderna, o apoio às jovens nações africanas em domínios que vão da medicina ao ensino básico e superior, ou ao incremento da leitura e à melhoria das condições de vida”.
“Foi aqui que vi o meu primeiro Rembrandt e o meu primeiro Renoir. Foi esse museu que permitiu o meu primeiro contacto com a arte islâmica, egípcia ou chinesa”, contou.
O Presidente da República manifestou expectativa no “estudo sobre os projetos e apoios concedidos pela Fundação durante estas sete décadas” e declarou que “daqui a 70 anos o mundo será melhor se o exemplo da Fundação Calouste Gulbenkian se mantiver e puder ser replicado, seguido e estudado”.