Há novos detalhes sobre relação entre fundador da Mango e filho

🗓️ 2026-09-04 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Foram revelados novos detalhes sobre a relação entre Isak Andic, fundador da Mango, e o filho Jonathan, que é suspeito de ter matado o pai. A investigação, note-se, ainda decorre. 

Isak Andic, sublinhe-se, morreu quando fazia uma caminhada com o filho, agora com 45 anos, no dia 14 de dezembro de 2024.

Surgem agora novos detalhes sobre a relação complexa que os dois teriam. No entanto, de acordo com o site 20 minutos, pessoas próximas de Jonathan vieram negar algumas dessas informações. 

Segundo o site espanhol, algumas destas novas informações foram adiantadas por um funcionário da casa do fundador da Mango, que disse existirem "grandes divergências" entre o pai e o filho, com especial destaque para os meses que antecederam à morte do empresário.

O funcionário terá dito "que a relação entre pai e filho não era boa. Era uma relação com muitas divergências pessoais e profissionais e muita tensão".

Referiu ainda que, em março de 2024, Jonathan disse ao pai que se casaria com a atual mulher, Paula, em 2025. Isak Andic terá então afirmado que não iria comparecer ao casamento. Meses depois, para "apaziguar os ânimos", o empresário levou os três filhos num passeio de barco em Formentera. 

Ao que tudo indica, nesse passeio de barco terá acontecido uma "reviravolta na relação entre pai e filho". Jonathan terá assumido ter-se casado com Paula e que "o casamento não tinha sido formalizado com um acordo pré-nupcial". Uma informação que Isak Andic "não terá aceitado bem". 

Desta feita, interrompeu a viagem e regressou a Barcelona, "deixando o filho desamparado". 

Na reportagem, o funcionário revelou que "o relacionamento entre os dois estava completamente destruído". "Eles não falaram depois daquela viagem, não se voltaram a ver e não havia qualquer tipo de estima por parte de Isak até ao fatídico acidente", relatou a jornalista que entrevistou o funcionário. 

Saliente-se que Jonathan Andic é o principal suspeito da morte do pai, estando a ser investigado por homicídio.

Em maio deste ano passado, a justiça espanhola considerou que existiam "indícios suficientes" que apontam que a morte do fundador da Mango, "não foi acidental" e que o seu filho mais velho pode mesmo ter assassinado o pai. 

Segundo um documento judicial que decretou a prisão preventiva do suspeito, obtido pelo jornal El Español, as autoridades acreditam que Jonathan Andic, de 45 anos, teve uma "participação ativa e premeditada" na morte do pai, Isak Andic, de 71 anos. O assassinato, sustentam as autoridades, terá sido cometido devido a uma "obsessão" de Jonathan por dinheiro. 

Ora, dois meses depois, era noticiado que Isak Andic queria alterar o testamento para algo que "mudaria tudo" antes de morrer. 

Na altura, a revelação foi feita por Estefanía Knuth, companheira de longa data de Andic e uma das principais testemunhas na investigação sobre a morte do então homem mais rico da Catalunha.

Quando morreu, Isak Andic tinha uma fortuna avaliada pela revista Forbes em 4.500 milhões de euros, que foi equitativamente dividida pelos três filhos do empresário (Jonathan, Judith e Sarah).

Após a morte de Isak Andic, o presidente da Mango passou a ser Toni Ruiz, até então presidente executivo (CEO) e que não é membro da família Andic, a qual continua a ter 95% da propriedade do grupo.

Os primórdios da Mango remontam a 1984, quando Isak Andic, com a ajuda do irmão mais velho, Nahman, abriu a primeira loja, no Paseo de Gracia, a famosa rua comercial de Barcelona.

A Mango tornou-se um dos principais grupos internacionais de moda, com cerca de 2.800 lojas em todo o mundo e 15.500 empregados.

Fundador da Mango e filho estavam a fazer

Fundador da Mango e filho estavam a fazer "terapia de confrontação"

Isak e Jonathan Andic estavam a fazer uma "terapia de confrontação" e a terapeuta que os acompanhava terá pedido que o filho do fundador da Mango fosse colocado em "situações extremas" e "à beira do precipício". O milionário morreu após cair de uma ravina e o filho é a única testemunha do que aconteceu.

Márcia Guímaro Rodrigues | 15:56 - 24/07/2026