Há um assassino no hotel e José Condessa é um dos suspeitos. “O Problema Final” já estreou
José Condessa volta à Netflix, mas desta vez não está em “Rabo de Peixe”, nos Açores, no início dos anos 2000. Encontramo-lo numa ilha perto de Maiorca, em 1959. É neste ambiente que se passa a história “O Problema Final”, uma minissérie espanhola que estreou esta sexta-feira, 25 de setembro, na Netflix.
O ator português interpreta Toni, o mordomo de um hotel onde uma turista aparece morta. A personagem conhece o espaço melhor do que os hóspedes e, quando surge a hipótese de homicídio, passa a integrar o grupo de suspeitos.
Os quatro episódios já estão disponíveis, pelo que o mistério pode ser visto do início ao fim. A produção adapta o romance homónimo de Arturo Pérez-Reverte e junta Condessa a José Coronado, María Valverde, Martiño Rivas e Maribel Verdú.
A ação decorre na primavera de 1959. Uma tempestade deixa 13 pessoas isoladas numa pequena ilha. No hotel, Elisa Mander, uma turista inglesa, é encontrada morta num quarto fechado por dentro. A primeira explicação é suicídio. Basil, um dos hóspedes, desconfia de que alguém montou a cena para esconder um crime.
Interpretado por José Coronado, Basil é um ator reformado que se tornou famoso a fazer de Sherlock Holmes no cinema. Fora do ecrã, nunca teve de resolver um caso.
Mesmo assim, começa a interrogar os presentes e a procurar pistas com a ajuda de Foxá (Martiño Rivas), um jovem escritor de policiais. Entre os restantes hóspedes está Adela Figueroa (María Valverde); a senhora Ausländer (Maribel Verdú) gere o hotel. Enquanto a tempestade impede qualquer saída, as suspeitas estendem-se dos clientes aos funcionários.
O papel marca a primeira produção que José Condessa fez por inteiro em espanhol. Segundo contou à “La Voz de Galicia”, foi chamado para um teste depois de o realizador Félix Viscarret o ter visto em “Rabo de Peixe”. Para interpretar Toni, teve ainda aulas de etiqueta, revelou à MegaHits.
A série recupera o prazer dos policiais em que o público recebe pistas e tenta chegar à resposta antes do detetive. Numa crítica publicada esta sexta-feira, o jornal espanhol “La Vanguardia” chama-lhe “uma carta de amor aos mistérios de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle”. Aponta o quarto fechado, o número limitado de suspeitos e Foxá, que acompanha Basil como uma espécie de Watson.
O elogio vem com uma reserva. Para o “La Vanguardia”, a adaptação é “mais convencional do que uma abordagem ao género com personalidade”. Considera, ainda assim, que o último episódio encontra uma forma engenhosa de usar o cenário de época. Quem quiser tirar as próprias conclusões já pode ver a investigação completa na Netflix.
A revista espanhola “Cinemanía” destaca outro lado da produção: o mistério mistura-se com humor e a recriação dos anos 50 ajuda a manter o interesse. A crítica escreve que a série “nos mantém agarrados enquanto tentamos resolver o mistério”. Faz, porém, uma ressalva sobre o final, que considera “talvez não muito surpreendente”.
Já o “El Economista” chama a atenção para as regras deste tipo de policial: com a tempestade a impedir qualquer saída, “o assassino tem de estar lá dentro e qualquer conversa pode esconder uma pista”. O jornal destaca também o desafio de Basil: conhece os truques de Sherlock Holmes por os ter representado no cinema, mas agora enfrenta um crime sem guião nem solução à sua espera.
Carregue na galeria para conhecer todas as séries e temporadas que estreiam este mês nas plataformas de streaming.