"Homem livre, de uma criatividade singular e de uma autenticidade rara": José Luís Carneiro recorda a "obra extraordinária" de Jorge Palma
O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, reagiu esta terça-feira à morte de Jorge Palma, ocorrida na noite de segunda-feira, recordando um dos "maiores músicos e compositores" portugueses e a sua "obra extraordinária".
"Jorge Palma deixa-nos uma obra extraordinária, feita de palavras, melodias e canções que atravessaram gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses", escreveu José Luís Carneiro, na sua página oficial na rede social X, afirmando que "Portugal perdeu hoje um dos seus maiores músicos e compositores".
"Homem livre, de uma criatividade singular e de uma autenticidade rara", Jorge Palma "fez da música também uma forma de celebrar a liberdade", acrescentou José Luís Carneiro, que conclui: "Obrigado por tanto, Jorge Palma. A gente vai continuar".
Portugal perdeu hoje um dos seus maiores músicos e compositores.
Jorge Palma deixa-nos uma obra extraordinária, feita de palavras, melodias e canções que atravessaram gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses.
Homem livre, de uma criatividade…
— José Luís Carneiro (@jl_carneiro) September 21, 2026
O músico Jorge Palma, um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou a família.
Nascido em Lisboa, em 1950, Jorge Palma começou a ter aulas de música na infância, aprendeu piano, entrou pela música erudita, nas foi no 'pop rock' e nas histórias da vida urbana que encontrou caminho e fez canções.
Numa carreira de mais de 50 anos, que passou pelas bandas Sindicato e Black Boys, destaca-se o percurso a solo a partir do álbum de estreia, “Como uma viagem na palma da mão”, consolidada com mais de uma dezena de álbuns de originais, como "É proibido fumar”, “Norte”, “Voo nocturno”, “Com todo o respeito", e com canções como “Bairro do amor”, “Na terra dos sonhos”, “O meu amor existe", “Estrela do mar”, “Deixa-me rir” e “Frágil”.
“Vida”, o álbum mais recente, o derradeiro, foi editado em 2023.
Ao longo dos anos, criou o Palma's Gang (banda com Zé Pedro e Kalu, dos Xutos & Pontapés, e Flak e Alex Cortez dos Rádio Macau), fez música para teatro, esteve no grupo Rio Grande, compôs para outros, partilhou palco - e canções - com Sérgio Godinho.
Em maio de 2025 estreou o espetáculo “3 palmas na mão”, com os dois filhos, Vicente e Francisco Palma.
Jorge Palma venceu o Prémio José Afonso, em 2002, com “Jorge Palma”, e a primeira edição do Prémio Pedro Osório, da Sociedade Portuguesa de Autores, em 2012, com o álbum “Com todo o respeito”.
Em 2020, foi distinguido com a medalha de mérito cultural da Câmara Municipal de Lisboa, e foi condecorado pelo então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, como comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
Em abril deste ano, recebeu o Prémio Carreira dos 8.º PLAY - Prémios da Música Portuguesa.