IA chinesa rivaliza com Mythos 5, da Anthropic, em teste de cibersegurança
"Nesse espírito, a Z.ai parece estar propondo uma espécie de "Projeto Glasswing" com características chinesas, que vê a abertura como um trunfo, e não como uma desvantagem", disse Wagner, referindo-se ao consórcio de empresas ocidentais com acesso ao Mythos.
A Hugging Face, startup de IA sediada em Nova York, informou no mês passado que utilizou o modelo anterior da Z.ai, o GLM-5.2, para se defender contra um ataque cibernético perpetrado por um agente de IA da OpenAI que invadiu seus sistemas.
A Z.ai não é a primeira empresa chinesa a posicionar um produto como resposta ao Mythos. A empresa de segurança cibernética 360 afirmou em junho que seu sistema de detecção de vulnerabilidades Tulongfeng havia alcançado capacidades equivalentes às do Mythos ao combinar modelos de IA com dados de segurança e ferramentas automatizadas, embora essas alegações não tenham sido verificadas de forma independente.
O GLM-5.3 se diferencia por ser um modelo de codificação de uso geral que, segundo a Z.ai, adquiriu capacidades de segurança cibernética por meio de um pós-treinamento ampliado e de aprendizado por reforço, em vez de ser um sistema de segurança desenvolvido especificamente para esse fim. A empresa afirmou ter utilizado o mesmo modelo base do GLM-5.2, mas o treinou em ambientes de tarefas mais longos e variados.
O lançamento aproveita o interesse global pelo GLM-5.2, que ganhou destaque nos últimos meses entre desenvolvedores internacionais por seus recursos de codificação e de agentes, que, segundo usuários e analistas, se aproximavam dos principais modelos dos EUA, mas a um custo muito menor.
?Pelo que sei, esta é a primeira vez que um laboratório chinês justifica publicamente o adiamento do lançamento aberto dos pesos do modelo com base em considerações de segurança?, disse Gabriel Wagner, pesquisador de governança de IA da Concordia AI, uma consultoria com sede em Pequim focada em segurança de IA.