Ibovespa hoje: Bolsa cai mais de 1,5% com petróleo, guerra e eleições; veja os destaques
Mercado
O Ibovespa chegou a perder mais de 1,5% nesta segunda-feira (14), pressionado pela disparada do petróleo e pelo aumento da tensão geopolítica no Oriente Médio. O índice recuou para a faixa dos 184 mil pontos após abrir aos 187.188 pontos e atingiu mínima intradiária de 183.941 pontos, segundo dados acompanhados pelo Status Invest e pela Investing.com.
O movimento ocorreu em um pregão de forte aversão ao risco nos mercados globais. O petróleo Brent avançou cerca de 4,9%, chegando a superar US$ 108 por barril, após novos ataques contra estruturas de transporte e produção de petróleo na Arábia Saudita e no estreito de Ormuz.
Petróleo e Oriente Médio pesam sobre os mercados
A alta do petróleo favorece empresas produtoras, mas aumenta o risco de inflação global e pode dificultar a redução dos juros em diferentes economias. O receio dos investidores é de que uma interrupção mais prolongada no abastecimento eleve os custos de energia, transporte e produção.
No Brasil, esse cenário afeta principalmente empresas mais sensíveis aos juros e à atividade econômica. A pressão também aparece nos contratos futuros de juros, enquanto o mercado acompanha as próximas decisões do Banco Central e do Federal Reserve.
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) operam entre os papéis que ajudam a limitar a queda do índice, beneficiadas pelo petróleo mais caro. O avanço da estatal, porém, não foi suficiente para compensar as perdas em mineração, siderurgia e outros setores cíclicos.
Eleições ampliam cautela no Brasil
O ambiente doméstico também foi influenciado por novas pesquisas eleitorais e pela percepção de que a disputa presidencial segue aberta. As sondagens alteraram as expectativas sobre a condução da política econômica e fiscal a partir do próximo governo.
A combinação entre incerteza eleitoral, petróleo mais caro e juros elevados aumentou a procura por dólar. A moeda norte-americana avançava 0,57%, cotada a R$ 5,152 nesta segunda-feira.
Maiores altas e baixas
Entre as maiores altas registradas na sessão estavam:
- Hypera (HYPE3): +3,03%;
- Copasa (CSMG3): +2,07%;
- Totvs (TOTS3): +2,00%;
- Ambev (ABEV3): +1,54%;
- Hapvida (HAPV3): +1,49%;
- Fleury (FLRY3): +1,42%.
Na ponta negativa, apareceram:
- CSN Mineração (CMIN3): -4,17%;
- CSN (CSNA3): -3,45%;
- Vale (VALE3): -3,03%;
- Bradespar (BRAP4): -2,97%;
- Gerdau (GGBR4): -2,76%;
- Direcional (DIRR3): -2,48%.
Os dados de altas e baixas são acompanhados pelo ranking diário do Status Invest.
Fechamento das bolsas americanas
As bolsas americanas também operavam sob pressão nesta segunda-feira, diante do avanço do petróleo e da possibilidade de que a inflação permaneça elevada por mais tempo. A alta dos rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, reforçou a cautela com ações de maior risco.
O desempenho de Wall Street e a trajetória do petróleo seguem como referências para o mercado brasileiro ao longo do dia. No caso do Ibovespa, a sessão também é marcada pela disputa entre a alta das petroleiras e a queda de ações ligadas a commodities metálicas e ao consumo doméstico.