Iémen: Pelo menos 3 feridos em ataques dos Huthis a aeroportos sauditas
O organismo afirmou num comunicado publicado nas redes sociais que os ataques atingiram os aeroportos de Jizan e Najran, resultando em três feridos ligeiros e danos materiais.
"As equipas de emergência e as autoridades competentes responderam imediatamente aos incidentes, de acordo com os procedimentos e planos estabelecidos", refere o comunicado, acrescentando que a GACA está trabalhar para avaliar os danos e "garantir a segurança dos passageiros e dos funcionários" nas instalações.
Na segunda-feira à noite, o grupo político e armado iemenita Huthis, que é apoiado pelo Irão, reivindicou a responsabilidade por vários ataques a alvos militares e económicos na Arábia Saudita, nomeadamente o aeroporto internacional de Riade, uma refinaria da gigante saudita Aramco e várias infraestruturas militares.
A investida visou retaliar pelos ataques aéreos sauditas contra o Iémen, lançados para apoiar a ofensiva das tropas governamentais contra os rebeldes.
A coligação liderada pela Arábia Saudita no Iémen tinha anunciado ter atacado "alvos militares" em al-Hudaydah, um importante porto do Mar Vermelho controlado pelos Huthis.
As tropas das autoridades internacionalmente reconhecidas ativaram no domingo uma ofensiva em grande escala para retomar territórios recentemente conquistados pelos Huthis e avançar em direção à capital, Sanaa, controlada pelos rebeldes desde 2014.
Os Huthis lançaram uma ofensiva a 03 de setembro em partes das províncias de Taiz e Hodeida, obtendo ganhos territoriais significativos, incluindo a conquista da cidade de Moca e da área em redor do estreito de Bab el-Mandeb, cuja importância estratégica aumentou com o bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão e se tornou uma via essencial para o transporte de hidrocarbonetos.
Estas conquistas representaram um rude golpe para as autoridades internacionalmente reconhecidas, que, na segunda-feira, afirmaram ter retomado o controlo destas áreas.
As hostilidades entre as forças governamentais iemenitas, apoiadas pela Arábia Saudita, e os combatentes Huthis, que governam grande parte do Iémen há uma década, foram retomadas em julho, após anos de relativa calma, abrindo uma nova frente na guerra do Médio Oriente.
Após uma ofensiva relâmpago em setembro, os Huthis assumiram o controlo de toda a costa ocidental do Iémen, banhada pelo Mar Vermelho, e, desde então, têm atacado regularmente as instalações petrolíferas e militares do reino vizinho.
A Arábia Saudita e as forças governamentais iemenitas, que lutam para repelir os ataques dos Huthis, têm solicitado repetidamente apoio internacional, particularmente dos Estados Unidos, até agora sem sucesso.
Após uma reunião em Riade, a Turquia, o Paquistão e a Arábia Saudita concordaram em "ativar imediatamente o acordo de defesa mútua" assinado em agosto, em Meca, e "tomar as medidas necessárias para fornecer as forças e os recursos militares acordados e implantá-los rapidamente no reino", segundo uma declaração conjunta dos três países.
O texto não menciona diretamente os Huthis pró-Irão, mas "condena, nos termos mais fortes", os ataques contra as cidades sagradas de Medina e Meca e "os ataques contínuos contra as cidades e as infraestruturas civis e económicas do país".
Esta é a primeira vez que este acordo, que une o segundo maior exército da NATO (Turquia), a principal potência do Golfo (Arábia Saudita) e a única potência nuclear do mundo muçulmano (Paquistão), é posto em prática.
Leia Também: Huthis atacam aeroporto internacional de Riade