IL desafia ministro a revelar estudos sobre digitalização dos exames
Este repto foi transmitido por Mariana Leitão na Assembleia da República, em declarações aos jornalistas, enquanto ainda decorria no parlamento uma audição com o ministro Fernando Alexandre.
Uma audição durante a qual o membro do Governo revelou que não foi feito um relatório formal sobre o projeto-piloto realizado no ano passado com os exames de filosofia. Mesmo assim, foi tomada a decisão de se avançar agora para o alargamento do processo de digitalização à generalidade dos exames nacionais.
"O ministro da Educação disse que lhe foi confirmado que os problemas que tinham sido identificados no projeto-piloto estavam corrigidos. Quem deu essa informação e de que forma é que essa informação foi transmitida, considerando que não há nenhum relatório? E qual é a base de confiança que houve nessa informação para, de facto, se avançar?", questionou a líder da IL.
Mariana Leitão referiu que a IL continua a aguardar respostas do Ministério da Educação em relação a dois anteriores requerimentos que apresentou sobre o processo de exames. E, perante este novo requerimento -- o terceiro --, espera-se que haja uma resposta rápida e que Fernando Alexandre mostre os documentos que lhe permitiram tomar a decisão de generalizar a digitalização no processo de exames.
"É muito importante que o ministro clarifique esta situação, que diga expressamente quais foram as vias que utilizou para receber essa informação, quem é que lhe deu essa confirmação e que apresente os documentos (não havendo um relatório) onde há, efetivamente, a passagem dessa informação de que os eventuais problemas estariam corrigidos e que se estaria em condições de avançar para o alargamento do projeto-piloto aos vários exames nacionais", frisou a presidente da Iniciativa Liberal.
Interrogada se o ministro da Educação reúne condições políticas para se manter em funções, Mariana Leitão disse querer acreditar que as informações que estão a ser prestadas neste momento pelo Ministério, nomeadamente por Fernando Alexandre, estão corretas.
"O ministro garantiu que havia essas condições e, portanto, vou acreditar. Ainda para mais, depois de todo este processo e de todos os problemas que existiram, só o iria afirmar tendo essa confiança. Vou acreditar que há essas condições e, obviamente, também estaremos muito atentos para perceber como é que tudo isso vai decorrer, para garantir que nenhum aluno é prejudicado ou que não é alvo de nenhuma injustiça no meio deste processo", advertiu.
Para a IL, o mais importante é que haja condições para que este processo de exames chegue ao fim.
"E é muito importante que sejam dados vários esclarecimentos para se conseguir fazer uma avaliação concreta dessa situação. Queremos que os alunos consigam sair deste processo, consigam fazer o seu acesso à universidade e que não haja mais problemas. Portanto, é óbvio que é preciso garantir que as falhas foram corrigidas e que agora todas estas fases posteriores não têm problemas", acrescentou.
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