IMF – Eur/Usd renovou máximos de 3 meses
| Minutas FED: Preocupação com a inflação intensificou-se
A preocupação da FED com a inflação intensificou-se, com "vários" responsáveis dispostos a subir as taxas de juro e "muitos" a considerarem necessário um aumento caso a inflação não recue para a meta de 2%, segundo as minutas da última reunião. Os defensores de uma subida argumentaram que as pressões sobre os preços são generalizadas e que seria preferível adotar uma política mais restritiva desde já, sob risco de exigir um aperto mais acentuado mais tarde. Na reunião, a FED manteve a taxa de referência entre 3,50% e 3,75%, com três membros a favor de uma subida de 25pb. As minutas mostraram discussões sobre uma eventual reformulação do funcionamento da instituição, incluindo a hipótese de reduzir o número de reuniões anuais de oito para seis.
O Eur/Usd registou uma semana de ganhos, relacionados com a pressão no mercado obrigacionista dos EUA e pela possibilidade de FED não subir taxas na reunião de setembro. No início do período, o par testou a média móvel de 200 dias, junto aos $1,1630, tendo conseguido superá-la na quarta-feira, altura em que ganhou um novo impulso. A valorização prolongou-se durante a semana, com o par a atingir os $1,1711 na última sessão, máximos de três meses. O MACD mantém o sinal de compra ativo, o que reforça a perspetiva de continuação da tendência de subida.
| Reino Unido: Inflação acelerou em julho
No Reino Unido, a inflação homóloga acelerou para 2,9% em julho - um máximo de quatro meses (2,6% em junho). A subida refletiu, em parte, o aumento de 13% no limite máximo da tarifa de energia definido pelos reguladores britânicos, que pressionou os custos domésticos das famílias. O valor igualou as previsões, mas superou os 2,8% antecipados pelo Banco de Inglaterra, que continua a esperar um pico de 3,2% ainda este ano, antes de a inflação começar a recuar gradualmente. A inflação subjacente, que exclui o impacto dos preços da energia e dos alimentos, manteve-se estável nos 2,6%, ligeiramente acima dos 2,5% esperados pelo mercado. Já a inflação dos serviços, historicamente mais persistente, desacelerou de 3,6% para 3,4%, também em linha com as estimativas dos analistas. Do lado dos fabricantes, o crescimento dos custos dos fatores de produção abrandou de 7,4% para 4,9%, sugerindo algum alívio nas pressões inflacionistas.
O Eur/Gbp continuou, ao longo da semana, abaixo do nível das £0,8600 – resistência relevante. O par iniciou o período em trajetória ascendente, movimento que se prolongou até meio da semana, altura em que atingiu os £0,8585, máximos de três semanas. Posteriormente, registou uma ligeira correção, recuando para a zona dos £0,8565, nível em torno do qual fechou a semana.
| Petróleo renova máximos de julho
O petróleo começou a semana em alta, impulsionado pelos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz e pela ausência de progressos nas negociações de paz entre os EUA e o Irão. A meio da semana, os preços aceleraram a subida, perante o agravamento das tensões geopolíticas, uma postura mais ofensiva por parte de Teerão e a manutenção da reduzida circulação no Estreito, atingindo máximos de três semanas. Na quinta-feira, o petróleo manteve a trajetória ascendente, suportado pela suspensão das transações com o Irão pelos EAU e pelas ameaças dos EUA contra países que apoiem Teerão. Na sexta-feira, apesar de uma ligeira correção, os preços caminhavam para uma segunda valorização semanal consecutiva.
O petróleo negociou em alta na generalidade das sessões desta semana. O impulso mais forte surgiu na quinta-feira, quando o preço ultrapassou a resistência dos $89/barril e atingiu máximos de quatro semanas. O MACD mantém o sinal de compra em aberto.
| Ouro em máximos de mais de três meses
A semana foi de valorização do ouro, que esteve suportado pela fraqueza do dólar e pelo recuo das expectativas de subida dos juros pela FED. Na quarta-feira, o metal precioso acentuou os ganhos após uma inesperada medida de apoio à liquidez do Tesouro dos EUA pressionar o dólar. Desta forma, o ouro registou a terceira valorização semanal consecutiva.
O preço do ouro superou a resistência dos $4500/onça. Após uma breve correção, o movimento ascendente foi retomado, levando o ouro a atingir, na sexta-feira, níveis acima de $4600/onça, máximos de mais de três meses.
As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.