Impedido sobre Moraes, Nunes Marques avalia votar no processo de Mendonça
Igor Gadelha
A interlocutores, Nunes Marques tem dito que seu impedimento em relação ao caso de Moraes não se aplica automaticamente ao de Mendonça
21/09/2026 02:00

Após se declarar impedido de julgar um pedido de investigação contra Alexandre de Moraes no Caso Master, o ministro do STF Nunes Marques avalia adotar postura diferente no processo contra André Mendonça.
A interlocutores, Nunes Marques disse que seu impedimento em relação a Moraes não se aplica automaticamente ao pedido de investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade na relatoria do Caso Master.

3 imagens



1 de 3
Ministro Nunes Marques se reúne com integrantes da Corte Eleitoral para construir entendimento
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

2 de 3
Ministro André Mendonça, do STF
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

3 de 3
STF discute a situação de Moraes
Rosinei Coutinho/SCO/STF
De acordo auxiliares, Nunes Marques avalia votar no pedido contra Mendonça, mas ainda não bateu o martelo. A expectativa é de que o ministro vote a favor do colega contra a abertura de investigação.
A petição contra Mendonça estava prevista para ser votada no plenário do Supremo na quarta-feira (23/9). A sessão, porém, acabou adiada pelo atual presidente do Corte, ministro Edson Fachin.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha
O adiamento ocorreu após o pedido de vista do ministro Flávio Dino, na sessão da terça-feira (15/9), durante análise de uma questão de ordem que pedia para analisar os pedidos contra Moraes e Mendonça juntos.
O placar atual é de 4 a 3 contra a questão de ordem. Nunes Marques não participou da sessão, alegando ser presidente do TSE e que seu voto poderia comprometer a imparcialidade da Justiça Eleitoral.
Horas antes do início da sessão, foram vazados trechos de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nos quais aparecem citações a Nunes Marques.
Além do presidente do TSE, o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito de participar da votação. Ele deixou de participar de julgamentos relacionados ao Caso Master após serem reveladas relações comerciais com Vorcaro.