"Intimidação da Rússia não vai funcionar". Aliados europeus prometem mais sanções

🗓️ 2026-09-02 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

A tentativa de ataque com drone em Leipzig, atribuída à Rússia, marca uma nova escalada em solo europeu, começou Ursula von der Leyen, frisando que este neste ataque "com material de uso militar (...) poderia ter havido perda de vidas se tivesse sido bem-sucedido".

“Não vamos tolerar isto. Estamos plenamente solidários com a Alemanha", declarou a presidente da Comissão Europeia, ao abrir a conferência de imprensa conjunta com o líder da NATO. 

E a intenção de Moscovo ao atacar a Alemanha, sublinho, "era fazer-nos pensar duas vezes no apoio à Ucrânia, posso dizer que apenas fortaleceu a nossa determinação”.

“A intimidação não vai funcionar”.

Ao lado de Mark Rutte, Von der Leyen garantiu que a União Europeia e a Aliança Atlântica estão unidas e vão aumentar a pressão sobre Moscovo.

"A Europa e a NATO não vão simplesmente manter a pressão sobre a Rússia; vamos aumentar essa pressão. E não vamos parar até que a Rússia pare de bombardear e matar crianças e pessoas inocentes na Ucrânia”.

Esta situação na Leipzig, declarou ainda, “demonstra que há uma nova escalada em território da União Europeia atribuído diretamente à Rússia”.

Von der Leyen admitiu então que o ataque em Leipzig se encaixa num "padrão mais amplo de incidentes cada vez mais perigosos", incluindo "incursões repetidas no nosso espaço aéreo, drones que paralisam os nossos aeroportos e interferência na nossa infraestrutura crítica".

E frisou: “Os europeus estão perante uma verdade muito dura: este tornou-se o novo normal”.

Nesse sentido, é necessário "responder à Rússia de forma mais rápida e melhor".

"Temos de tratar a nossa infraestrutura militar como alvo da linha da frente. Temos de a proteger. E apoiar qualquer Estado-membro que seja alvo de ataques da Rússia”.

Admitindo que as sanções europeias à Rússia têm enfraquecido a economia da Rússia, Von der Leyen anunciou “mais sanções” e que estão a ser estudas novas formas de sancionar e pressionar Moscovo.

“Podemos usar mais sanções e tê-las prontas para serem impostas assim que atos tão perigosos e que ameaçam vidas forem atribuídos a Moscovo. Cada brecha que a Rússia explora é uma que devemos fechar".

Reforçando o apoio da UE à Ucrânia, a presidente da Comissão Europeia garantiu a estreita colaboração com a NATO para "mobilizar o reforço de defesa ainda mais cedo" do que o previsto.

“Vamos continuar, vamos prevalecer e vamos deter qualquer um que ataque a nossa liberdade e a nossa segurança".

NATO diz que “perigos da Rússia são claros”
Mark Rutte fez questão de salientar que “a NATO está completamente ao lado da União Europeia e da Alemanha” e alertou que “os perigos da Rússia são muito claros”, disse o secretário-geral, em conferência conjunta com Ursula von der Leyen. 

“Estamos a trabalhar 24 horas por dia para estarmos preparados para mantermos o nosso povo seguro”, referiu em declarações aos jornalistas.

Na oportunidade, o secretário-geral da NATO endureceu o discurso e fez questão de deixar um recado a Putin.“Se a Rússia pensa que nos vai dividir com estas ameaças ou se pensam que vamos diminuir o nosso apoio à Ucrânia, estão errados. A nossa unidade é inquebrável. O nosso apoio à Ucrânia é claro”, frisou Mark Rutte.

O responsável pela NATO rejeitou a existência de qualquer divórcio entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte e os aliados.

Pelo contrário, Rutte salientou que “os aliados estão unidos nos seus compromissos mútuos para com a defesa coletiva”, salientou e disse que o trabalho em conjunto tem de continuar “para garantir que temos tudo aquilo que necessitamos para fazer face às ameaças que enfrentamos.”

Por fim, Mark Rutte mostrou-se preocupado com o aumento das “atividades malignas” vindas da Rússia. 

“Temos visto mais drones, mais mísseis a atravessarem o nosso espaço aéreo e criando cada vez mais riscos”, salientou.