Iraque reforça defesa aérea e vigilância após ataques americano-sauditas

🗓️ 2026-07-31 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

O Primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaïdi deu "ordens estritas e imediatas (...) para elevar o nível de vigilância e preparação ao máximo" em todos os locais, "especialmente nas bases oficiais das forças armadas e do Hachd al-Chaabi", declarou o porta-voz do governo, Sabah al-Numan.

Os ataques realizados por Washington e Riade na quarta-feira naquele país causaram 20 mortos nas fileiras do Hachd al-Chaabi, de acordo com esta rede de fações maioritariamente xiitas, integrada nas forças armadas iraquianas e que inclui grupos armados apoiantes do Irão.

A reconstrução e modernização das defesas aéreas é uma "prioridade absoluta", acrescentou al-Numan, referindo a aceleração dos projetos para adquirir sistemas modernos de radar e de deteção precoce.

Zaïdi também deu instruções para que haja um reforço das atividades dos serviços de informações, a fim de garantir o monopólio das armas pelo Estado e impedir qualquer "ação individual irresponsável", acrescentou o porta-voz.

Os ataques americanos e sauditas ocorreram depois de Riade ter intercetado drones que visavam instalações petrolíferas no reino, acusando grupos "ligados ao Irão" de os terem lançado a partir do Iraque.

Bagdade afirmou várias vezes que se recusava a permitir que ataques contra países vizinhos fossem lançados a partir do seu território.

A Resistência Islâmica no Iraque, uma poderosa aliança armada iraquiana apoiante do Irão, negou ter atacado a Arábia Saudita e avisou que a sua resposta aos ataques americanos e sauditas era "inevitável".

Bagdade está sob crescente pressão dos Estados Unidos para desarmar os grupos pró-iranianos, que atacaram instalações americanas no Iraque e em toda a região durante a guerra, em apoio a Teerão.

Ali al-Zaïdi, que chegou ao poder na primavera com a aprovação de Washington, prometeu assegurar que aqueles grupos entregassem as suas armas, mas enfrenta a resistência de algumas fações poderosas.

O Iraque tem sido há muito um terreno de confronto por procuração entre os Estados Unidos e o Irão, com os governos sucessivos a negociar um equilíbrio delicado entre os seus dois principais aliados, que são ao mesmo tempo inimigos.

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