Irmãos denunciam abordagem truculenta de policiais penais: "Cala sua boca"

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Na Mira

Confusão começou após viatura fechar motociclista. Policial ameaçou quebrar celular de homem que gravava toda cena

16/09/2026 21:19

Material cedido ao Metrópoles
Irmãos denunciam abordagem truculenta de policiais penais: “Cala sua boca”

Dois irmãos filmaram e denunciaram a abordagem truculenta de uma equipe da Polícia Penal do Distrito Federal, na tarde desta quarta-feira (16/9). O caso aconteceu no final da via Estrutural, na altura da BR-070. Segundo relato, a confusão se iniciou após uma viatura da corporação fechar a moto onde os dois estavam, ordenando que eles encostassem o veículo. Um vídeo registrou todo o momento.

Assista:

As imagens mostram o momento em que o piloto da moto está sendo abordado pelo policial que conduzia a viatura. Ele chega, grita e aponta o dedo na cara do motociclista.

“Cala a sua boca, que eu estou falando. Quando eu estiver falando, você cala a sua boca. A polícia aqui sou eu. Deixa eu te falar uma coisa, quando você ver uma viatura, você sai de perto. Você sabe por que você sai de perto? Porque a prioridade aqui sou eu”, disse o policial.

Um outro agente penitenciário chega até Edvam Pereira, que faz a gravação com um celular, e manda ele deletar as imagens. O homem explicou que tinha direito de filmar e o policial discordou.
“Durante a abordagem policial, não”.

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Ao perceber que estava sendo filmado, o condutor da viatura parte para cima de Edvam e diz que vai quebrar o celular. Em seguida, o ameaça, caso as imagens sejam vazadas.

“Você desliga essa merda aí, senão eu vou quebrar essa porcaria. Você desliga essa merda. […] Eu vou te avisar, apaga isso aí. Se alguma coisa aparecer, você sabe o que vai acontecer com você”, ameaça o policial.

O irmão detalhou que o homem chegou a tirar foto dos documentos pessoais de Edvam. A família afirmou que vai registrar um Boletim de Ocorrência.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) informou que “instaurou procedimento interno para apurar a conduta dos policiais”.