Israel demoliu casas na Cisjordânia em retaliação por confrontos

🗓️ 2026-07-28 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Continuamos a fazer cumprir a lei e a impedir a construção e ocupação ilegais por árabes na Judeia e Samaria. Durante muitos anos, agiram no território como se fosse deles. Isto acaba agora", declarou o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich numa publicação nas redes sociais, reiterando que a Cisjordânia é "parte inseparável do Estado de Israel e constitui a sua zona de segurança".

Numa mensagem com um claro tom eleitoral, dado que as eleições parlamentares vão acontecer no final de outubro, Smotrich enfatizou que "não permitirá que a esquerda regresse ao poder" e leve Israel de volta "aos tempos de Oslo e às terríveis vagas de terrorismo".

O confronto de sexta-feira na cidade palestiniana de Tell, na Cisjordânia, resultou em seis mortes - quatro palestinianos e dois israelitas - um reservista e um soldado -, que aconteceram depois de um grupo de colonos ter atacado várias casas na zona leste da cidade, perto da povoação de Havat Gilad, a sul da cidade de Nablus, na Cisjordânia, segundo informações da agência de notícias palestiniana WAFA.

Vários soldados e colonos israelitas terão aberto fogo "indiscriminadamente" contra civis palestinianos que viviam na zona. Entre os palestinianos mortos estavam dois irmãos e os seus primos. De acordo com as autoridades locais, uma discussão verbal com os colonos transformou-se numa luta física quando os moradores tentaram repelir o ataque.

Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), as tropas foram mobilizadas numa área adjacente a Tell depois de vários colonos israelitas terem relatado um ataque, enquanto faziam uma caminhada nas proximidades.

"Um terrorista roubou a arma a um oficial e abriu fogo contra civis israelitas", referiu a FDI.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu "firmeza" e ordenou o reforço do destacamento militar na Cisjordânia e, entre outras medidas, a demolição das casas dos envolvidos.

Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, na sequência da Guerra dos Seis Dias, mantendo também a anexação de Jerusalém Oriental, não reconhecidas pela comunidade internacional. Lado a lado com cerca de três milhões de palestinianos, mais de 500 mil israelitas vivem atualmente em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pelas Nações Unidas à luz do direito internacional.

A política de colonização tem sido mantida por sucessivos governos israelitas desde 1967, mas intensificou-se após a formação do atual Executivo liderado por Netanyahu, no final de 2022, e ganhou novo impulso na sequência do ataque do movimento islamita palestiniano Hamas, em 07 de outubro de 2023.

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