Jovens até aos 29 anos são os mais afetados por acidentes de mota. GNR deixa recomendações - 24 Notícias
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A maior presença de motociclos nas estradas portuguesas durante o verão leva a GNR a reforçar o apelo a uma condução defensiva e à atenção redobrada entre todos os utilizadores da via pública.
De acordo com a GNR, os 2 871 acidentes com vítimas registados nos primeiros seis meses de 2026 provocaram 52 vítimas mortais, 342 feridos graves e 2 650 feridos ligeiros. A força de segurança considera que os números evidenciam padrões de risco que exigem especial atenção aos fatores humanos e às condições em que estes acidentes ocorrem.
A localização dos sinistros é um dos aspetos que mais se destaca. 78,8% dos acidentes com vítimas, num total de 2 263 ocorrências, aconteceram dentro das localidades, enquanto 608 ocorreram fora das localidades.
Segundo a GNR, o tráfego intenso, a existência de numerosos cruzamentos e a realização frequente de manobras dentro das localidades reduzem a margem de reação dos condutores e aumentam o risco de colisão.
Dos acidentes com vítimas ocorridos dentro das localidades resultaram 31 mortos, 221 feridos graves e 2 139 feridos ligeiros. Fora das localidades, os 608 acidentes provocaram 21 mortos, 121 feridos graves e 511 feridos ligeiros.
A distribuição geográfica das vítimas mortais revela diferenças significativas entre os distritos. Santarém registou oito mortos, seguindo-se Faro, com sete, Aveiro e Setúbal, com seis cada, e Porto, com cinco.
Já em número total de acidentes, o Porto surge no primeiro lugar, com 632 ocorrências, seguido de Braga, com 421, Lisboa, com 397, Faro, com 388, Aveiro, com 365, e Setúbal, com 340.
A GNR destaca igualmente a incidência da sinistralidade entre os condutores mais jovens. Os condutores até aos 29 anos concentram o maior número de vítimas, situação que, segundo a força de segurança, reforça a importância de consolidar hábitos de condução defensiva desde o início da experiência rodoviária.
Os dados da GNR mostram ainda diferenças relevantes em função da cilindrada dos veículos.
Os motociclos com cilindrada superior a 125 cc estiveram envolvidos em 1 552 acidentes, dos quais 1 221 tiveram vítimas. Estes veículos representam 42,3% do total de acidentes e 42,5% das ocorrências com vítimas.
Nos motociclos até 125 cc foram contabilizados 1 484 acidentes, dos quais 1 107 com vítimas. Já os ciclomotores estiveram envolvidos em 637 acidentes, com 543 ocorrências com vítimas.
A GNR salienta que a maior potência, velocidade e capacidade de aceleração dos motociclos de média e grande cilindrada podem reduzir significativamente o tempo disponível para reagir perante situações inesperadas. A força de segurança aponta, por isso, para a necessidade de uma condução especialmente prudente.
Perante estes dados, a GNR defende que a prevenção da sinistralidade depende de uma partilha responsável da estrada e do respeito mútuo entre os diferentes utilizadores.
Aos condutores de carros ligeiros, a GNR recomenda que "verifiquem cuidadosamente os ângulos mortos antes de qualquer manobra", "sinalizem atempadamente as mudanças de direção" e "mantenham uma distância de segurança adequada em relação aos motociclos".
Aos condutores de motociclos e ciclomotores, a força de segurança aconselha uma condução defensiva e a antecipação dos comportamentos dos restantes utilizadores da via.
A GNR recomenda ainda a utilização permanente de equipamento de proteção adequado, "incluindo capacete, vestuário e calçado apropriados", mesmo durante os períodos de temperaturas elevadas.
A "atenção aos ângulos mortos dos veículos ligeiros" deve também ser redobrada por parte dos motociclistas. Para a GNR, a adoção destes comportamentos e uma maior consciência dos riscos são essenciais para reduzir o número e a gravidade dos acidentes envolvendo veículos de duas rodas nas estradas portuguesas.
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