Juiz-forano Zancanelli fecha o Mr. Olympia 2026 em 16º na Classic Physique
O fisiculturista juiz-forano Gabriel Zancanelli não conseguiu o inédito top 10 que buscava na Classic Physique do Mr. Olympia 2026. Aos 29 anos, o atleta encerrou a quinta participação na “Copa do Mundo” do fisiculturismo na 16ª colocação, com 80 pontos no scorecard oficial, dentro de um grupo de atletas empatados. A competição ocorreu entre os dias 24 e 27 de setembro, em Las Vegas, nos Estados Unidos, e reuniu 322 atletas de 12 categorias.
O saldo da temporada, no entanto, foi o mais consistente da carreira. Depois de cerca de um ano afastado dos palcos por lesões, Zancanelli voltou a competir em 2026, acumulou dois vices em julho — um deles no Musclecontest Brazil, em Curitiba — e, em agosto, emendou dois títulos em seis dias nos Estados Unidos. O juiz-forano venceu o Atlanta Pro e o Texas Pro, ambos na Classic Physique, superando o finlandês Momar Bah nas duas finais. As conquistas garantiram a vaga automática ao Olympia, e ele se tornou o 36º brasileiro classificado para a edição de 2026.
“Não posso dizer triste, o saldo desse ano foi bem positivo. Evolui demais, aprendi muito, mas acreditava que eu poderia mais, principalmente depois de ver minhas imagens com o Ramon Dino”, disse Zancanelli, em publicação no Instagram, referindo-se ao então campeão da categoria, que terminou a competição na terceira colocação.
No palco, porém, os juízes viram outro cenário. Zancanelli ficou fora das 15 primeiras colocações e repetiu o desempenho de 2021 e 2024. O melhor resultado dele no Olympia segue sendo o 13º lugar, alcançado em 2022 e 2023. O mineiro foi o primeiro brasileiro da história a se classificar para um Mr. Olympia na Classic Physique, feito conquistado antes mesmo de Ramon Dino disputar a categoria.

Darwen surpreende, e Ramon Dino fica com o bronze
A Classic Physique de 2026 teve campeão inédito. O britânico Niall Darwen, de ascensão meteórica desde a estreia profissional em 2024, superou o alemão Mike Sommerfeld, vice pelo segundo ano consecutivo, e faturou o primeiro grande título da carreira, com prêmio de 100 mil dólares.
O brasileiro Ramon Dino, que defendia o troféu conquistado em 2025 e chegou a afirmar na coletiva de abertura que tinha certeza do bicampeonato, fechou em terceiro. A apresentação do acreano de 31 anos foi marcada por falhas de execução nas poses, o que pesou na avaliação dos árbitros. O holandês Wesley Vissers e o americano Terrence Ruffin, o Ruff Diesel, completaram o top 5. Além de Zancanelli, Fábio Junio (9º) e César Falcão (16º, empatado) também representaram o Brasil na categoria.
Walker é o novo Mr. Olympia; Brasil fatura dois títulos
Na Open, a categoria mais tradicional, o norte-americano Nick Walker, de 32 anos, conquistou o primeiro título da carreira ao superar o nigeriano Samson Dauda e o norte-americano Derek Lunsford, que completaram o pódio. Na 212, Keone Pearson venceu pelo quarto ano consecutivo, com o brasileiro Lucas Garcia em segundo e Vitor Porto em quarto. Ryan Terry também chegou ao tetra, agora na Men’s Physique.
O Brasil subiu ao topo do pódio em duas categorias. Natália Coelho faturou o tricampeonato na Women’s Physique, com Zama Benta ficando com o vice, e Eduarda Bezerra confirmou o bicampeonato na Wellness, com Isa Pereira Nunes em segundo. Andrea Shaw, dos Estados Unidos, chegou ao heptacampeonato no Women’s Bodybuilding, com a brasileira Leyvina em terceiro.
As demais categorias tiveram Jasmine Gonzalez (Porto Rico) vencendo o Bikini, Lola Montez (Canadá) na Figure, Michelle Fredua-Mensah bicampeã na Fitness, Blake Colleton (Austrália) no Wheelchair e Shealynn Burnett na estreia da Fit Model, em que a brasileira Gabriela Queiroz ficou com o vice.
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