Juiz marca nova audiência no caso Lindsay Clancy para 2 de novembro
Clancy, uma ex-enfermeira de 36 anos, foi acusada de estrangular os filhos Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses, em janeiro de 2023, na sua residência em Duxbury, Massachusetts
O juiz norte-americano William Sullivan marcou esta terça-feira uma nova audiência no caso de Lindsay Clancy, acusada do homicídio dos seus três filhos, para o próximo dia 2 de novembro, de modo a apreciar um eventual arquivamento das acusações, entre outras moções.
“Tenho consciência da importância de resolver esta questão para todas as partes. O meu objetivo é que este caso seja julgado o mais rapidamente possível, sem sacrificar os direitos nem a posição de ninguém”, afirmou Sullivan numa audiência realizada num tribunal de Massachusetts, segundo informa a CNN.
No próximo dia 2 de novembro, o juiz terá de decidir sobre uma moção apresentada pela defesa para arquivar as acusações de homicídio que recaem sobre Clancy, alegando que a acusação não apresentou provas suficientes para demonstrar a sua culpabilidade.
Na audiência desta terça-feira, a procuradora-adjunta do condado de Plymouth, Shanan Buckingham, afirmou que no julgamento foram apresentadas numerosas provas “que sustentam o facto de que foi ela que o fez”, como amostras de ADN ou gravações das câmaras de segurança.
O juiz também tem pendente uma decisão sobre outra moção dos advogados relativa a um eventual interrogatório ao único membro do júri que votou a favor de declarar Clancy culpada, um desacordo com os restantes membros que levou o juiz a declarar o julgamento nulo.
A defesa solicitou ainda documentos judiciais relativos a uma alegada denúncia de maus-tratos por parte da ex-companheira deste membro do júri.
A acusação ainda não indicou se voltará a levar Clancy a julgamento e, embora Sullivan tenha proposto uma nova data provisória para outro julgamento, ambas as partes preferiram aguardar pela resolução das moções apresentadas.
Por seu lado, o advogado de defesa Kevin Reddington referiu-se às declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, nas quais o chefe de Estado afirmou que tinha acompanhado o caso e que Clancy “fez uma coisa horrível” que “terá um preço: uma instituição psiquiátrica ou a prisão”.
“Muitíssimas pessoas sem conhecimentos jurídicos perdem-se em todas essas acusações horríveis de que ela é um demónio, está possuída e deveria ser executada. E isto vem de políticos, desde o presidente Trump até aos níveis mais baixos”, afirmou.
Clancy, uma ex-enfermeira de 36 anos, foi acusada de estrangular os filhos Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses, em janeiro de 2023, na sua residência em Duxbury, Massachusetts, tendo tentado suicidar-se depois, ficando paralisada.