Julgamento de Nicolás Maduro nos Estados Unidos marcado para junho de 2027

🗓️ 2026-07-22 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Ex-presidente da Venezuela é acusado de quatro crimes, como tráfico de drogas e narcoterrorismo

Um juiz de Nova Iorque determinou que o julgamento de Nicolás Maduro nos Estados Unidos começará a 1 de junho de 2027, noticiou a Reuters. A decisão ocorreu numa audiência comandada pelo magistrado Alvin Hellerstein esta quarta-feira no tribunal distrital do sul da cidade. O ex-presidente venezuelano e a sua esposa, Cilia Flores, são acusados de quatro crimes, incluindo tráfico de drogas e narcoterrorismo.

O casal afirma ser inocente, mas, se considerado culpado, pode ser condenado à prisão perpétua. Além disso, Nicolás Maduro entende ser um "prisioneiro de guerra". 

Manifestantes a favor e contra o ex-presidente reuniram-se nas ruas localizadas nas proximidades do tribunal. Enquanto alguns cartazes pediam a libertação dos acusados, outros colocavam o antigo chefe de Estado como "ditador".  

Maduro e Flores estão detidos numa cadeia no bairro do Brooklyn desde o início do ano. Na ocasião, o exército norte-americano invadiu a Venezuela e capturou o então chefe de Estado e a primeira-dama. Desde a operação, Delcy Rodríguez assumiu o cargo de presidente interina, e o governo Trump tem influenciado decisões das autoridades venezuelanas.

Segundo o New York Times, Marco Rubio controla as finanças, os recursos naturais e a gestão no país sul-americano. O jornal norte-americano noticiou, inclusive, que Donald Trump propôs enviar o secretário de Estado a Caracas para que ele assumisse o comando do território. 

A operação dos Estados Unidos ocorreu cerca de um ano e meio depois da última eleição de Maduro para a presidência da Venezuela. O ex-chefe de Estado, que estava no governo desde 2013, foi acusado pela oposição de defraudar os resultados para continuar no poder. Aliados históricos do regime, como o Brasil de Lula da Silva, não reconheceram a vitória do político e exigiram a divulgação das atas eleitorais, algo que não chegou a ser feito. 

Mesmo com a saída de Maduro, a Venezuela ainda não realizou eleições livres, embora alguns presos políticos tenham sido libertados. Com Delcy Rodríguez como presidente, o país tem exportado petróleo para os Estados Unidos e agora enfrenta a crise humanitária causada pelos sismos que mataram mais de cinco mil pessoas.