Justiça do Equador condena ex-presidente Bucaram por corrupção na pandemia de covid
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A Justiça do Equador condenou, na quarta-feira 9, o ex-presidente Abdalá Bucaram e seu filho, Jacobo, a nove anos e quatro meses de prisão pela venda irregular de testes para detectar a covid-19 quando o país enfrentava o pior momento da pandemia. Ele chefiou o governo equatoriano entre 1996 e 1997, e vivia no Panamá na época do surto.
Os dois foram apontados como “colaboradores” do crime organizado, informou o Ministério Público ao anunciar a sentença em primeira instância.
O ex-presidente ouviu a decisão por videoconferência de uma clínica em Guayaquil, no sudoeste do país, onde está internado para tratar problemas cardíacos.
Processo longo
O julgamento pela venda irregular de pelo menos 21 mil testes para diagnosticar a infecção durou seis anos.
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Os autores diretos, identificados como Leandro B. e Sheinman O., foram condenados a 13 anos e 4 meses de prisão. Outro envolvido no caso foi assassinado dentro de uma prisão em agosto de 2020.
Um juiz havia absolvido o ex-presidente e seu filho em 2021, mas, após um recurso do MP contra a decisão, o julgamento foi retomado.
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Personagem excêntrico
Bucaram foi destituído da Presidência em 1997, apenas seis meses depois de tomar posse. Seu curto mandato se caracterizou por um alto nível de corrupção e por grande excentricidade do presidente.
Bucaram chegou a dar shows de rock com a banda Los Iracundos, planejou contratar Diego Maradona para seu time de futebol e deu várias festas na residência presidencial. Também durante seu mandato, Jacobo (mais conhecido como “Jacobito”), organizou uma festa para comemorar seu “primeiro milhão de dólares”, ganhos com apenas 21 anos — em operações ilícitas na alfândega de Guayaquil, maior porto marítimo do Equador.
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A sucessão de escândalos levou milhares de pessoas as ruas, pedindo sua destiuição. Em seguida, foi deposto pelo Congresso, sob a alegação de “incapacidade mental”.
Desde então, ele viveu exilado no Panamá durante duas décadas.
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