Kaminski admite dificuldades no Benfica: «É o balneário mais forte onde já estive» | MAISFUTEBOL
Extremo polaco falou da luta por minutos e assume que a falta de ritmo pode ter pesado na lesão
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Jakub Kaminski reconhece que a adaptação ao Benfica está a ser exigente, sobretudo pela forte concorrência no plantel. Em entrevista ao portal polaco TVP Sport, o extremo, contratado ao Colónia no verão, considera que encontrou na Luz «o balneário mais forte» da carreira e garante que continua a trabalhar para conquistar mais minutos.
«Se o Benfica aparece, uma pessoa não pensa duas vezes. Queria muito chegar a um clube tão grande», afirmou Kaminski.
O internacional polaco reconhece, contudo, a dificuldade em garantir um lugar.
«É extremamente emocionante lidar com esta pressão e com a luta por um lugar. Não é fácil, todos querem jogar, todos esperam minutos e a qualidade dos jogadores é enorme. É o balneário mais forte onde já estive. Há dois excelentes jogadores para cada posição», disse ainda.
«A adaptação ainda está a decorrer»
Kaminski explica que as características do futebol português também obrigaram a uma adaptação.
«O Benfica domina frequentemente os jogos, temos cerca de 70 por cento de posse de bola, por isso é preciso procurar espaços entre as linhas e criar oportunidades», explicou, acrescentando que na Liga Europa encontra partidas mais abertas, nas quais consegue explorar melhor a velocidade, a capacidade de aparecer em zonas de finalização e o drible.
«A adaptação depois da transferência para Lisboa ainda está a decorrer. Fisicamente sinto-me cada vez melhor, precisei de tempo para ganhar forma», acrescentou.
O polaco admite que o papel de suplente não é fácil, mas garante que não baixa os braços.
«É consequência do meu rendimento. Vou fazer tudo para dar argumentos ao treinador, como aconteceu no jogo com o Milan, em San Siro, quando marquei um golo e fiz uma assistência. [...] Vou lutar pelo meu espaço. Só assim posso demonstrar o meu valor», atirou.
Questionado sobre se a falta de minutos no Benfica poderá ter contribuído para a lesão muscular que sofreu ao serviço da seleção polaca, Kaminski admitiu essa possibilidade.
«É uma boa pergunta, há alguma coisa nisso. Quando jogo regularmente, a minha condição física é melhor e sinto-me melhor. Fora do relvado faço tudo para manter a forma, mas não é fácil quando faltam minutos de jogo. Os treinos são outra coisa», explicou.
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