Kiev reivindica destruição de bombardeiro russo e ataques a alvos energéticos
As forças ucranianas destruíram um bombardeiro russo Tu-95 e atingiram também, entre outros alvos, uma refinaria na Rússia e um terminal de produtos petrolíferos na península ocupada da Crimeia, numa série de ataques de longo alcance, anunciou sexta-feira Kiev.
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EscolherA destruição do bombardeiro russo foi anunciada pelo próprio Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que, numa publicação nas redes sociais, salientou que o aeródromo militar de Engels, onde se encontrava estacionado o aparelho, fica a cerca de 800 quilómetros da fronteira ucraniana.
Regozijando-se por a Ucrânia estar a conseguir “aumentar o preço que a Rússia paga pela sua agressão”, Zelensky adiantou ainda que o exército ucraniano também atacou durante a noite “instalações da indústria petrolífera russa” e alvos inimigos situados nos territórios ocupados da Ucrânia, sem fornecer mais detalhes.
Entretanto, o Estado-Maior de Ucrânia informou, em comunicado, que as forças ucranianas conseguiram atingir, numa série ataques de longo alcance realizados na última madrugada, uma refinaria situada na região de Yaroslavl, na Federação Russa, e o terminal de produtos petrolíferos de Kerch, no leste da península ocupada da Crimeia.
De acordo com Kiev, a refinaria de Yaroslavl processa cerca de 15 milhões de toneladas de petróleo por ano e produz vários tipos de combustível e outros derivados do petróleo utilizados, entre outros, pelo Exército russo.
Além do terminal portuário de Kerch, a Ucrânia atingiu também, de acordo com o Estado-Maior, um depósito de combustível e lubrificantes nesse porto da Crimeia, fundamental para as ligações da península com o território da Federação Russa, assim como um navio patrulha militar russo.
Por fim, e ainda segundo as autoridades militares, a Ucrânia conseguiu danificar dois navios de transporte de petróleo e gás e um rebocador nas águas do Mar Negro e do Mar de Azov, além de ter atingido durante a passada madrugada um depósito de combustível na localidade de Shajtarsk, na parte da região de Donetsk ocupada.
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