Líder de Taiwan pede aprovação de 1,6 mil milhões para adquirir drones

🗓️ 2026-09-28 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Segundo a emissora Radio Taiwan International (RTI), Lai fez estas declarações durante a inauguração de novas instalações do Instituto Nacional Chung-Shan de Ciência e Tecnologia (NCSIST), principal entidade responsável pelo desenvolvimento de armamento da ilha, e no arranque das obras de um parque aeroespacial e de drones no condado de Chiayi.

"Está tudo preparado, falta apenas o último impulso", afirmou o chefe de Estado, referindo-se ao facto de apenas faltar o apoio parlamentar para a atribuição destes fundos, que, segundo explicou, permitirão ao Ministério da Defesa efetuar compras a fabricantes taiwaneses e promover o desenvolvimento autónomo do setor.

O novo complexo do NCSIST, construído com um investimento superior a 1,1 mil milhões de dólares taiwaneses (31 milhões de euros), ficará encarregado de atividades de investigação, testes e produção de drones de utilização militar.

Já o parque industrial adjacente contará com um investimento público de aproximadamente 6,9 mil milhões de dólares taiwaneses (194 milhões de euros) e deverá estar concluído em 2028, segundo a RTI.

Lai defendeu que Taiwan tem capacidade para se tornar o "centro asiático da cadeia de fornecimento democrática de drones", apoiando-se nas suas indústrias de semicondutores e tecnologias da informação.

A aposta em veículos não tripulados tornou-se um dos pilares da estratégia de "guerra assimétrica" de Taipé, um conceito militar em que o lado mais fraco num conflito entre partes com grande desequilíbrio de forças, recursos ou tecnologias evita o combate direto e usa táticas não convencionais para explorar as falhas do inimigo

O parlamento, controlado pela oposição, reduziu em maio o orçamento extraordinário da Defesa proposto pelo executivo e excluiu verbas destinadas a drones de produção local.

No entanto, em agosto aprovou um plano separado no valor de 240 mil milhões de dólares taiwaneses (6,7 mil milhões de euros) para a aquisição destes sistemas ao longo de seis anos, dando prioridade aos fabricados na ilha.

O reforço da produção nacional coincide também com a incerteza em torno de um pacote norte-americano de armamento para Taiwan avaliado em 14 mil milhões de dólares (12 mil milhões de euros), que ainda não recebeu a aprovação da administração de Donald Trump.

Após a recente cimeira entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping, em Washington, Taipé defendeu que o avanço destas vendas seria de "interesse vital" para os Estados Unidos.

Pequim considera Taiwan uma parte inalienável do seu território e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha, enquanto o Governo taiwanês sustenta que apenas os seus habitantes podem decidir o seu futuro político.

Em junho, a China advertiu Taiwan de que "procurar a independência apoiando-se nos Estados Unidos ou recorrendo à força militar é um beco sem saída".

Washington aprovou, em dezembro, vendas de armamento a Taiwan no valor de 11,1 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros).

No domingo, o embaixador dos EUA na China, David Perdue, sublinhou que o acordo demonstrava que a Administração Trump vendeu "mais armas a Taiwan do que qualquer outro Presidente desde 1979".

As vendas de armamento a Taiwan continuam a ser uma questão sensível entre Washington e Pequim.

Os EUA estão legalmente obrigados a fornecer da Taiwan, governada por um Presidente e um parlamento democraticamente eleitos, armamento que garanta a defesa da ilha.

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