Líder populista britânico Farage reivindica reeleição como deputado
Não há até ao momento previsões disponíveis para a eleição parlamentar, realizada na quinta-feira no círculo de Clacton-on-Sea, uma cidade costeira no sudeste de Inglaterra.
Os principais partidos britânicos - Trabalhista, Conservador, Verdes e Liberais-Democratas -, bem como a formação de extrema-direita Restore Britain, decidiram boicotar a eleição, recusando apresentar candidatos.
O principal adversário de Farage foi o candidato satírico 'Count Binface' ("Conde Cara de Balde do Lixo").
"Pedi aos eleitores de Clacton que fossem os meus juízes", reiterou o político de 62 anos, num discurso proferido no condado de Essex e reproduzido na rede social X.
Após várias polémicas, incluindo notícias de irregularidades no financiamento do Partido Reformista, Farage demitiu-se do mandato em julho, o que desencadeou a realização de uma eleição parlamentar parcial, à qual se recandidatou.
"O veredito foi dado, e é uma vitória convincente e esmagadora (... ) recebemos muito mais votos do que nas eleições gerais de 2024", declarou o político populista, figura central da campanha do 'Brexit'.
Farage indicou que não compareceria à contagem dos votos.
Os resultados da eleição são esperados durante a manhã de hoje, uma vez que a contagem está a ser dificultada por um boletim de voto com quase dois metros de comprimento.
Um número recorde de 34 candidatos, na sua maioria independentes e desconhecidos, estavam na corrida.
Farage tem estado sob pressão para explicar por que não declarou donativos financeiros significativos recebidos antes da eleição como deputado.
O jornal The Times avançou que a polícia britânica está a investigar donativos no valor de 500 mil libras (cerca de 588 mil euros) feitos por Fiona Cottrell ao partido Reform UK antes das eleições legislativas de julho de 2024, nas quais Farage foi eleito deputado pela primeira vez.
Um porta-voz da polícia confirmou a abertura de uma investigação em fevereiro de 2025, na sequência de uma denúncia da Comissão Eleitoral relativa a donativos a um partido político antes das legislativas, sem divulgar nomes.
O dirigente está também sob investigação da autoridade parlamentar de ética, relacionada com a transferência de cinco milhões de libras (5,7 milhões de euros) por Christopher Harborne, um empresário bilionário radicado na Tailândia, meses antes da sua candidatura.
A investigação foi suspensa após a demissão, podendo ser retomada caso seja reeleito.
De acordo com o jornal Guardian, o donativo foi alvo de uma denúncia à Agência Nacional contra o Crime, apresentada por instituições bancárias devido a suspeitas de branqueamento de capitais.
Ainda segundo o 'Times', Farage terá recebido mais donativos não declarados de George Cottrell, um empresário do setor das criptomoedas condenado por fraude nos Estados Unidos em 2017 e filho de Fiona Cottrell.
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