Lidl apoia animais com campanha solidária

🗓️ 2026-07-13 📁 business-finance 📝 ⏱️ 👁️ : -

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A realidade nacional é alarmante. O primeiro censo nacional de animais errantes revelou a existência de quase 1 milhão de animais a viver nas ruas de Portugal continental. Estima-se que, em média, sejam abandonados 115 animais por dia no país, o que representa cerca de 30 a 40 mil animais por ano. A pensar nos animais de companhia, o Lidl Portugal desenvolve agora a iniciativa Saco Solidário Patudo, um saco que custa 1 € e metade desse valor reverte para apoiar o trabalho de associações de proteção animal. Vanessa Romeu é Head of Corporate Affairs do Lidl Portugal. Olá, Vanessa.

Olá, viva.

Vanessa, por que esta campanha nesta altura e quantas associações vão beneficiar? E qual é a cobertura nacional?

Esta campanha arranca agora, na época do verão, que infelizmente, e é terrível dizer isto, é o momento do ano onde se regista o maior número de abandonos de animais. As pessoas vão de férias, não querem levar os seus patudos e portanto deixam-nos para trás. E esta iniciativa visa não só angariar fundos para apoiar as instituições que trabalham com animais abandonados, mas também tem uma ótica de sensibilização para ver se conseguimos baixar estes números. O verão acaba por ser o trimestre com maior incidência de abandono. E se nós todos contribuirmos aqui um pouquinho pra sensibilização, pode ser que se consiga reduzir este flagelo. Em termos de beneficiários pra esta campanha, vamos ter 54 associações que trabalham com os nossos patudos. Estas associações estarão distribuídas por Portugal continental, vamos ter, em média, três associações por distrito. O nosso objetivo aqui é conseguir a máxima abrangência e fazer chegar a ajuda a quem faz um trabalho absolutamente meritório todos os dias no terreno.

Vanessa Romeu, como é que esta campanha se insere na estratégia de sustentabilidade do Lidl Portugal?

Uma das nossas preocupações é agir de forma justa e tentar apoiar aqui as dimensões mais vulneráveis da nossa sociedade. Por vezes é a natureza, outras vezes são as pessoas e, neste caso em concreto, vamos nos focar nos animais. Temos um histórico bastante longo já de apoiar as causas animais, e esta é mais uma pecinha no nosso puzzle de contribuir para a criação de valor no país.

A Rita Ferreira é da Associação APAMG, da Marinha Grande, uma das associações ao abrigo desta iniciativa. Viva, Rita.

Olá, boa tarde.

O aumento do abandono de animais de companhia durante o período de verão ainda é uma realidade?

Felizmente, no nosso concelho não é uma realidade. Não sentimos que no verão haja mais abandono de animais, o que não quer dizer que a nível nacional essa não seja efetivamente a realidade que vivemos. Na nossa área de intervenção, o abandono de animais está muito ligado à imigração, à mudança de apartamento, de casa. Atualmente os senhorios colocam alguns entraves aos animais de estimação, divórcios, situações em que idosos são institucionalizados ou em caso de falecimento, em que depois a família não consegue ficar com o animal de estimação. Estas talvez sejam as maiores causas de abandono, embora aquilo que também notamos, e é de frisar, pelo menos na nossa área, as pessoas procuram ajuda. Ou seja, nós, e se consultarem as nossas redes sociais, veem muitos apelos externos. Apelos externos são apelos de famílias que não conseguem manter os animais e nos pedem ajuda, quer em termos de ficarmos com o animal ou ajuda financeira por alguma razão, ajuda alimentar, e eventualmente, se não conseguimos por termos recursos limitados, obviamente, como todas as associações, tentamos chegar a todo lado, por vezes não é possível, e aí, sim, acontecem situações de abandono, mas felizmente cada vez menos.

Cada vez menos. Vanessa, um dos vossos objetivos com esta iniciativa é também apoiar famílias mais vulneráveis com animais, certo?

É verdade. E aliás, temos aqui no exemplo da Rita, de como é que se consegue materializar esse tipo de apoio pra precisamente evitar a ocorrência de abandonos nestas situações. A título de exemplo, em 2025, ano passado, a Animalife, que é uma das nossas parceiras também, recebeu 6 mil pedidos de apoio para evitar o abandono nestas situações de maior vulnerabilidade por parte dos tutores. E portanto, esta dimensão humana também é muitíssimo importante de destacar neste projeto, e conseguimos aqui uma ajuda de duplo impacto, se quisermos.

Muito bem. Rita, quais são as necessidades mais prementes na associação? Qual a importância deste donativo para a APAMG?

APAMG.

APAMG.

Assim é mais fácil.

APAMG.

Olhe, sinceramente, nós recebemos imensos donativos, especialmente em bens alimentares. Essa é a parte mais fácil das pessoas contribuírem. Temos imensas campanhas e essa é efetivamente a lacuna que mais facilmente conseguimos colmatar. A financeira é a mais complicada, porque somos muitos a pedir, porque não só associações para animais, mas outras associações, por isso a nível financeiro será uma boa ajuda para tratamentos veterinários. 95% do nosso orçamento vai pra tratamentos veterinários. Qualquer animal que chega às nossas mãos necessita de colocar um chip, esterilização, desparasitação, vacinação. Nenhum animal é adotado a partir de nós sem ter toda esta checklist preenchida. E obviamente, isto acarreta custos. Também fazemos imensos resgates de cães em situações de negligência, de maus-tratos, alguns acidentes rodoviários. O que acontece é que esses animais têm um custo inerente, por isso esta ajuda é extremamente bem-vinda, não só para os animais que nós resgatamos, para os animais que temos na associação, que são mais de 400 a nosso cargo, mas também para ajudar famílias carenciadas, ou que são desestruturadas, ou que podem até ser uma família normal como nós e que estamos a atravessar uma fase difícil e precisamos de ajuda, por isso são muito importantes estas iniciativas, tais como as do Lidl, para nos ajudarem, especialmente quando somos tantos a pedir.

Isso.

Muito obrigada.

Rita Ferreira e Vanessa Romeu, muito obrigado a ambas.

Obrigada nós.

Comprar um saco solidário Patudo no Lidl pra ajudar estes animais vai valer a pena. Até à próxima.