Liliana Cá na final do disco dos Europeus de atletismo
A atleta do Sporting, de 39 anos, conseguiu 61,86 metros no seu primeiro arremesso – teve ainda um nulo e 60,38 –, o quinto melhor da manhã, apenas superado por lançamentos acima dos 62,50, que apuravam diretamente para a final, marcada para sexta-feira, às 20:30.
“Não é uma qualificação direta, mas foi logo a primeira das não diretas. Eu queria fazer logo a marca [de apuramento], mas acho que foi bom porque o primeiro lançamento é sempre o mais incógnito, porque estamos sempre muito nervosas. Sendo bom, já próximo da marca, dá uma grande segurança e eu, entretanto, tentei arriscar, só que com foi com muita força e o disco não andou”, admitiu.
Cá tem 66,40 como recorde pessoal, desde 2021, e 64,08 como marca de referência este ano, mas, mesmo assim, a quinta nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 não esconde a ambição para a final europeia.
“Quero repetir [Roma2024, quando terminou no terceiro posto], mas em melhor qualidade”, respondeu, de pronto, na zona mista do Alexander Stadium, sobre a ambição para a final, reforçando a convicção quando instada a apontar ao título continental: “Sim, porque quem foca no ouro, mesmo que desça, só desce um bocado”.
Já Irina Rodrigues terminou a sua sétima presença – um recorde entre portuguesas, destacando-se de Fernanda Ribeiro, Inês Henriques e Patrícia Mamona –, com o 17.º lançamento da qualificação, a 57,46,
A lançadora natural de Leiria, de 35 anos, começou a qualificação com 56,84, antes de conseguir a melhor marca, no segundo, encerrando a prova com 57,29.
“Não queria nada deste resultado. Estava à espera de ir à final, queria, lutei para isso, mas hoje não foi o meu dia, as coisas não correram bem. No último ensaio até tentei pôr um bocadinho mais de fé, mas ficou aquém do que eu esperava. Definitivamente, gostava de ter lançado perto dos 59, 60 metros, mas hoje não foi o meu dia”, reconheceu.
Apesar do desfecho, depois do quarto lugar em Roma2024, Irina Rodrigues promete voltar, a pensar nos Jogos Olímpicos Los Angeles2028, também inspirada pela lançadora francesa Melina Robert-Michon, que hoje, aos 47 anos, cumpriu a sua nona presença em campeonatos continentais.
“Tenho a Melina como ídolo desde que era juvenil, creio. Sempre olhei para ela com muita admiração e é uma excelente pessoa. Eu gosto mesmo muito dela e de competir com ela. Vi que vai à final e estou feliz por isso, é merecido, porque ela trabalha imenso. Quanto a mim, a sétima participação também me deixa com algum orgulho. Estou aqui há muitos anos, sempre a manter um alto rendimento, mesmo conciliando o atletismo com outra carreira profissional. Só tenho de ficar orgulhosa”, assumiu a médica, cuja estreia em Europeus ocorreu em Helísquia2012.
A sueca Vanessa Kamga dominou a qualificação do lançamento do disco, com um arremesso a 64,65, seguida da alemã Shanice Craft (63,46) e das neerlandesas Jorinde van Klinken (62,74), atual vice-campeã europeia, que já em Birmingham2026 conquistou a medalha de prata no lançamento do peso, e Alida van Daalen (62,58).
A última apurada para a final foi a turca Özlem Becerek, com 58,48.
(Com Lusa)