Lindsey Graham falou com Trump antes de morrer. "Disse: 'Estou cansado'"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, este domingo, que pode ter sido das últimas pessoas a falar com Lindsey Graham, um dos seus maiores aliados, que morreu de forma "repentina" no sábado.
Explicando à NBC News que falaram ao telefone, Trump disse: "Durante a chamada ele disse-me: 'Sabes, sinto-me bem. Mas estou cansado'. Conhecia-o muito bem - ele dir-me-ia se não se estivesse a sentir bem. Tinha dias em que não estava tão bem e dizia-me".
Questionado sobre a altura exata em que falou com o senador republicano, Trump apontou que "pode ter sido minutos antes" da morte.
O presidente norte-americano referiu ainda que Graham era "uma pessoa fantástica" e que todos iam ver isso. "Vai ser mais apreciado agora do que quando era vivo, acho", apontou.
Já nas redes sociais Trump tinha lamentado a morte do senador da Carolina do Sul, dando conta de que Lindsey era não só umas das "melhores pessoas que já tinha conhecido como também "um dos melhores senadores". "Estava sempre a trabalhar e era um verdadeiro patriota norte-americano. Lindsey fará muita falta!", escreveu na Truth Social.
Ainda tarde esta tarde, Trump escreveu ainda que "em homenagem à vida notável" e a tudo o que foi alcançado por Lindsey Graham, "um grande amigo" seu e homem "notável", as bandeiras do país deveriam ser "postas a meia-haste até as 18h00 de sábado" por todo o país.
Lindsey Graham era senador desde 2003, tendo em 2016 declarado a sua lealdade absoluta a Donald Trump. Em março desde ano, recorde-se, o republicano comparou Trump a Ronald Reagan.
"Sou um grande admirador de Ronald Reagan, mas tenho-vos a dizer que Donald Trump é o padrão de ouro para os republicanos, talvez para qualquer presidente, no que toca à política externa", afirmou então.
Graham era presidente da Comissão de Orçamento do Senado e concorria, em novembro, a um quinto mandato de seis anos.
Era um dos membros mais conhecidos da câmara e uma voz fundamental no seio do partido em matéria de defesa e assuntos internacionais, também conhecido pelo seu apoio a Israel e à manutenção da projeção militar dos Estados Unidos no mundo.
Equipas de emergência responderam a uma chamada por "paragem cardíaca" na residência de Graham, em Capitol Hill, de acordo com comunicações da polícia obtidas pela NBC News.
Há apenas algumas semanas, Trump tinha apoiado a campanha de reeleição de Graham para as eleições intercalares de novembro, nas quais será renovada toda a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, o que pode alterar o equilíbrio de poder em Washington.
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