Lojas e vitrines são vandalizadas durante onda de protestos na Itália

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Ilca Maria Estevão

Em vídeos nas redes socias, marcas como Decatlhon e Under Armour aparecem saqueadas, com as vitrines estilhaçadas

20/10/2026 02:00

Adam Berry/Getty Images
protestos milão - metrópoles

A Itália está entre os países europeus que vêm passando por uma onda de protestos intensos. No último fim de semana, Milão sofreu ataques e uma série de depredações, que impactaram principalmente o comércio na região central da cidade. Em vídeos divulgados nas redes sociais, é possível ver lojas saqueadas, vitrines quebradas e pichadas, além de latas de lixo incendiadas. Os protestos na capital italiana são contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos.

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Mais de 200 pessoas foram detidas, cerca de 80% delas menores de idade

Depredações em Milão

Com início no último sábado (17/10), os protestos na capital italiana escalonaram para investidas mais violentas dos manifestantes. Apesar de terem começado de forma pacífica, grupos de manifestantes encapuzados passaram a quebrar vitrines, saquear lojas e invadir supermercados, além de atear fogo em objetos nas ruas.

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Vitrines quebradas

Lojas como Decathlon, Under Armour e Levi’s, além de supermercados e outros estabelecimentos comerciais, foram alvo de invasões e depredações. Bares também fecharam mais cedo, enquanto turistas e clientes precisaram deixar a região.

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Loja da Decathlon foi atacada
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Supermercado invadido por manifestantes

Para controlar a situação, forças de segurança foram acionadas e usaram gás lacrimogênio e canhões de água para dispersar a multidão. Os episódios ocorreram principalmente na Piazza del Duomo, onde está localizada a famosa Catedral de Milão e um dos principais pontos turísticos da cidade, e se alastraram para outras regiões.

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Praça do Duomo é um dos principais pontos turísticos da cidade
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Protestos ocuparam as ruas da capital italiana

Protestos na Europa

As manifestações em Milão reuniram reivindicações relacionadas ao custo de vida e às guerras, em um cenário de insatisfação com as condições econômicas e sociais. Aumento das despesas do dia a dia, dificuldades financeiras e preocupação com acesso a serviços públicos estão entre as questões que provocaram os protestos em diversos países europeus.

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“Viver, não apenas sobreviver”

França, Bélgica, Albânia, Espanha e Portugal também registraram protestos relacionados a questões econômicas e sociais. Manifestações em diferentes cidades francesas terminaram em confrontos, incêndios e saques, com estabelecimentos comerciais entre os alvos.

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Manifestantes encapuzados vandalizam lojas

Na Bélgica, mobilizações ligadas a questões educacionais e às condições de acesso ao ensino superior também ganharam espaço. Já em Portugal, reivindicações envolvendo salários, aposentadorias e dificuldades de acesso à moradia refletem preocupações com o orçamento das famílias.

Alessandro Bremec/NurPhoto via Getty Imagesprotestos milão - metrópoles
Manifestantes usaram patinetes elétricos para quebrar vitrines

Lojas de luxo viraram alvo

Na França, em cidades como Paris, Lyon e Marselha, os manifestantes tinham um alvo certo: as lojas de luxo. Marcas como Hermès, Louis Vuitton e Hugo Boss foram invadidas, tiveram vitrines quebradas e produtos levados. Estabelecimentos de outros segmentos, incluindo comércios de cosméticos, eletrônicos, artigos esportivos e até padarias, também foram atingidos.

Sener Yilmaz Aslan/Getty Imagesfoto com cor. Protesto na França neste sábado (17/10) - metrópoles
Protesto atinge a Louis Vuitton

A escolha dos manifestantes por atacar o mercado de luxo não é aleatória: mais do que empresas de moda, essas grifes representam um setor construído em torno da exclusividade, da valorização de produtos de alto preço e do acesso restrito a determinados bens.

Tom Lartige Catillon/Getty Imagesfoto com cor. Protesto na França neste sábado (17/10) - metrópoles
França anuncia fundo de apoio a 3 mil empresas afetadas por protestos

Ou seja, em um momento em que o poder de compra está diminuindo, essa imagem pode acentuar o contraste entre diferentes realidades econômicas. Enquanto parte da população enfrenta dificuldades para arcar com despesas básicas, o mercado de luxo continua associado a produtos cujo valor ultrapassa, em muitos casos, a renda anual de uma parcela significativa dos consumidores.

Firas Abdullah/Anadolu via Getty Imagesfoto com cor. Protesto na França neste sábado (17/10) - metrópoles
Manifestação na França no último fim de semana

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Protesto na França neste sábado (17/10)

Veículos foram incendiados em protesto na França no sábado (17/10)

França tem o maior dia de protestos estudantis nesta terça (6/10)

Manifestações em Madrid, Espanha

Manifestações em Madrid, Espanha

França, Espanha, Itália: protestos em massa se espalham pela Europa

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França, Espanha, Itália: protestos em massa se espalham pela Europa

Georgios Kostomitsopoulos/NurPhoto via Getty Images

Protesto na França neste sábado (17/10)

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Protesto na França neste sábado (17/10)

Muhammed Said Tako/Anadolu via Getty Images

Veículos foram incendiados em protesto na França no sábado (17/10)

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Veículos foram incendiados em protesto na França no sábado (17/10)

Reprodução/Redes Sociais

França tem o maior dia de protestos estudantis nesta terça (6/10)

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França tem o maior dia de protestos estudantis nesta terça (6/10)

Jerome Gilles/NurPhoto via Getty Images

Manifestações em Madrid, Espanha

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Manifestações em Madrid, Espanha

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Manifestações em Madrid, Espanha

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Manifestações em Madrid, Espanha

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