Luís Henrique, da Inter de Milão, estreia na Serie A mirando seleção brasileira

🗓️ 2026-08-22 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -
Jogador de futebol masculino, pele parda, cabelo curto e barba rala, vestindo camisa listrada azul e preta de manga comprida, shorts pretos e meias pretas, em campo de futebol com torcida ao fundo
Luis Henrique, da Inter de Milão, em amistoso contra a Juventus, na pré-temporada: esperança de seleção (Mattia Pistoia - Inter/Getty Images)

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A Internazionale de Milão inicia neste sábado, 22, às 13h30 (horário de Brasília), a defesa do título do Campeonato Italiano, recebendo o Monza no San Siro, na abertura da Serie A 2026/27 — partida terá transmissão ao vivo da ESPN (TV fechada) e Disney+ (streaming). Para o ala-direito brasileiro Luís Henrique, de 24 anos, a partida marca o início de mais uma temporada como peça relevante no esquema do técnico Cristian Chivu — posição consolidada depois de o jogador ter sido decisivo na conquista da “dobradinha” nacional (Scudetto e Copa da Itália) na campanha passada, a primeira do clube em 16 anos.

A janela de transferências reforçou a concorrência interna. A Inter contratou o zagueiro inglês John Stones, ex-Manchester City, em transferência livre, e o lateral Djed Spence, do Tottenham, por cerca de 31,5 milhões de euros. Nesta quarta-feira (19), o clube oficializou também a chegada do meio-campista Curtis Jones, comprado do Liverpool por 32 milhões de euros para ocupar a vaga aberta com a saída de Davide Frattesi, negociado com a Lazio. Mesmo com o elenco mais robusto, Luís Henrique segue como titular na ala direita, função que ganhou peso adicional depois da saída de Denzel Dumfries para o Real Madrid.

Revelado pelo Botafogo, o brasileiro foi negociado com o Olympique de Marseille em 2020 e retornou por empréstimo ao clube carioca entre 2022 e 2023. De volta à França, foi convertido de ponta para ala pelo técnico Roberto De Zerbi. Em junho de 2025, a Inter desembolsou cerca de 23 milhões de euros para contratá-lo até junho de 2030, apostando na versatilidade do jogador para preencher o corredor direito.

A mudança de função exigiu evolução física e, principalmente, defensiva. “Eu tive que aprender a defender, era o atacante ali de lado, não era tão acostumado na função. Então venho aprimorando isso todos os dias, para melhorar”, contou Luís Henrique a VEJA. Diferentemente da França, onde atuava mais avançado, na Itália ele participa mais da construção de jogo: “Aqui na Inter, trabalho mais na parte de construção também, atuando mais recuado. Foi algo que mudou bastante: participar mais da saída de bola. Aqui é preciso ter mais responsabilidade — não posso perder a bola.”

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Na primeira temporada em Milão, foram 42 partidas disputadas, um gol marcado e duas assistências. A regularidade no futebol europeu alimenta o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira no próximo ciclo de Copa do Mundo. “É uma posição que falta para o Brasil. Então acho que, quanto mais eu me dedicar, mais posso crescer nessa posição e ter uma convocação”, projetou.

Para o jogador, estar em um clube grande é um trunfo nessa busca por visibilidade: “Estou num clube muito bom, que vai me dar essa visibilidade, que está sempre brigando por grandes campeonatos. Então, acho que depende só de mim: dar o meu melhor nos treinamentos, e a consequência vem nos jogos.”

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Fora de campo, Luís Henrique mantém vínculo com suas origens. Ele apoia o projeto social criado pelo pai há 28 anos em Solânia, na Paraíba, que atende crianças e jovens da região e vem ampliando seu Centro de Treinamento. “A gente ajuda muito a criançada. A ideia é sempre essa: ajudar para que eles também tenham oportunidades”, revelou.

Concentrado no duelo contra o Monza, Luís Henrique projeta um início em alta. Da grama do San Siro, ele busca consolidar seu espaço em um elenco cada vez mais disputado — e, com isso, chamar a atenção da seleção brasileira e de Carlo Ancelotti.

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