Bets: Lula diz que Congresso não deve barrar proibição - 01/10/2026 - Negócios - C-Level
São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (1º) que o Congresso Nacional não deve barrar a MP (medida provisória) que proibiu as bets, como são chamadas as plataformas de apostas.
"Duvido que o Congresso tenha coragem de acabar com ela. Mesmo alguns que são sócios de tigrinho", disse o petista durante entrevista ao Flow Podcast. "Essa é uma briga boa."
Por ser uma medida provisória, a proibição vale por 120 dias e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional para virar lei e não perder validade.
Lula apresentou a MP na última sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno da eleição presidencial. Ele afirmou que decidiu pelo veto após conversar com pessoas que desenvolveram vício em apostas e se endividaram.
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"Eu não tinha noção da gravidade do problema. Eu suspeitava, mas não tinha noção. E pelo fato da gente ter eleições, é que eu acabei mesmo, porque se eu não acabo e eu não ganho as eleições, jamais ia acabar", disse na entrevista.
O presidente afirmou que a medida provisória não representa o fim dos problemas com apostas. "Cada vez que você regula, aparece mais uma [bet] ilegal", disse.
Lula também se manifestou sobre o tarifaço que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, impôs ao Brasil.
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"O Trump sabe que nós temos coisas estratégicas que ele precisa. Eu ainda não coloquei em prática a lei da reciprocidade, mas ele [Trump] é importador de nióbio, e 60% do nióbio dele é daqui do Brasil", afirmou. O nióbio é um dos minerais críticos, conjunto de elementos químicos essenciais para a transição energética.
Lula afirmou que o Brasil pode aceitar tecnologia chinesa e americana para desenvolver o mercado, mas respeitando limites.
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Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões"A gente quer fazer uma revolução na formação de engenheiros e pesquisadores de geofísica para a gente explorar terras raras e minerais críticos", disse.
O presidente sancionou a política nacional para minerais críticos em setembro, com poder de decisão sobre investimentos estrangeiros.
"O futuro do Brasil é ser uma potência econômica, uma potência energética, uma potência da transição energética com minerais críticos e terras raras. Você acha que a gente vai ficar dependendo do chinês para fazer baterias elétricas? Vamos fazer chips aqui, celular aqui. Inteligência artificial em português", afirmou.