Uruguai cede ao Brasil parte da cota de carne para China; efeito seria limitado em 2026 – Money Times

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva 27 de julho de 2026. REUTERS/Adriano Machado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Uruguai autorizou o Brasil a utilizar parte do excedente de sua cota de exportação de carne bovina para a China, em um momento em que os frigoríficos brasileiros já atingiram o limite destinado ao país em 2026.
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“Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China”, disse Lula, em uma publicação no X.
O Ministério de Relações Exteriores do Uruguai não comentou o assunto imediatamente.
A postagem de Lula no X foi feita após um encontro bilateral com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, em Nova York, no contexto da Assembleia Geral da ONU que ocorre nesta semana.
“Tratamos de temas da agenda bilateral, em especial infraestrutura e comércio agrícola”, acrescentou Lula.
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A associação de empresas do setor de carnes Abiec afirmou que “avalia como positiva toda iniciativa que possa ampliar o acesso da carne bovina brasileira ao mercado chinês”.
“Neste momento, porém, um eventual aproveitamento do excedente da cota uruguaia teria efeito limitado em 2026, considerando o tempo necessário para negociação, embarque e trânsito da mercadoria até a China”, afirmou a Abiec em nota.
Enquanto o Brasil já completou sua cota com tarifa mais baixa de 1,1 milhão de toneladas para 2026, o Uruguai ainda teria volumes disponíveis para este ano. Os volumes, no entanto, não estão claros e a negociação ainda precisaria de um aval da China, que passou a taxar em 55% os volumes extracota.
Conforme notou a Abiec, já em novembro o Brasil começa a embarcar produto para a China para completar sua própria cota de 2027, o que tornaria limitada a utilização do remanescente da cota uruguaia de 2026 pelos frigoríficos brasileiros.
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“Para 2027, a medida pode representar uma alternativa importante, especialmente diante da cota brasileira de 1,128 milhão de toneladas e do risco de seu esgotamento já nos primeiros meses do ano, caso se mantenha o atual ritmo de vendas”, acrescentou a Abiec.
Uma antecipação de embarques de carne bovina do Brasil para a China, para o cumprimento da cota de 2027, pode levar ao preenchimento rápido dos volumes totais de 1,128 milhão de toneladas estabelecidos para o ano, avaliou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, na semana passada.
Por isso, a Abiec reiterou que defende previsibilidade e mecanismos que permitam distribuir melhor os embarques ao longo do ano, “preservando o fluxo comercial com o principal destino da carne bovina brasileira”.
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