Madonna e outros famosos que tiveram problemas com a Igreja Católica

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Madonna, Fidel Castro e Sinéad O’Connor estão entre as personalidades que desafiaram dogmas e decisões da Igreja Católica

13/07/2026 20:54

Reprodução/YouTube
Madonna e outros famosos que tiveram problemas com a Igreja Católica

Na última sexta-feira (10/7), a Arquidiocese de Brasília declarou a excomunhão do padre Françoá Costa por adesão à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), entidade em situação de ruptura com o Vaticano. Ao longo da história, a Igreja Católica também se envolveu em conflitos com personalidades como Madonna, Sinéad O’Connor, Napoleão Bonaparte e Fidel Castro.

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Sinéad O'Connor morreu em 26 de juho de 2023, aos 56 anos

Brasil, São Paulo, SP, 20/04/1959. O chefe de governo cubano, Fidel Castro (centro), conversa com diversas personalidades depois da volta de Brasília. Pasta: 56.233. - Crédito:ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:10154

Napoleão Bonaparte foi imperador da França

Em Confessions II, Madonna revisita um dos momentos mais marcantes da carreira

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Sinéad O'Connor morreu em 26 de juho de 2023, aos 56 anos

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Brasil, São Paulo, SP, 20/04/1959. O chefe de governo cubano, Fidel Castro (centro), conversa com diversas personalidades depois da volta de Brasília. Pasta: 56.233. - Crédito:ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:10154

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Brasil, São Paulo, SP, 20/04/1959. O chefe de governo cubano, Fidel Castro (centro), conversa com diversas personalidades depois da volta de Brasília. Pasta: 56.233. - Crédito:ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:10154

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Napoleão Bonaparte foi imperador da França

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Napoleão Bonaparte foi imperador da França

Marc Dozier/Getty Images

Madonna

Ao longo da carreira, Madonna afirmou em diferentes ocasiões ter sido excomungada pela Igreja Católica. Apesar de não haver confirmação oficial do Vaticano, a cantora foi alvo de críticas de pontífices e lideranças da instituição em diferentes momentos.

A relação conturbada com a Igreja Católica começou ainda nos anos 1980. Em 1987, ela dedicou a música Papa Don’t Preach, que fala sobre o aborto, ao papa João Paulo II. Dois anos depois, o clipe de Like a Prayer foi classificado pelo Vaticano como “blasfemo”.

A polêmica ganhou um novo capítulo em 2006, quando Madonna encenou uma falsa crucificação durante um show em Roma. Na ocasião, o cardeal Ersilio Tonino declarou que a cantora “deveria ser excomungada”. Em 2022, ela pediu um encontro com o papa Francisco, mas a reunião não ocorreu.

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Sinéad O’Connor

Embora nunca tenha sido oficialmente excomungada, Sinéad O’Connor pediu ao Vaticano a própria excomunhão em 2018, ano em que anunciou a conversão ao islamismo e adotou o nome Shuhada Sadaqat. A relação da cantora com o catolicismo, porém, era marcada por conflitos desde a infância.

Quando criança, foi enviada para trabalhar em uma lavanderia de Madalena, instituição administrada pela Igreja Católica. Em 1992, voltou a provocar controvérsia ao rasgar uma foto do papa João Paulo II durante uma apresentação no Saturday Night Live.

Em 1999, Sinéad foi ordenada sacerdotisa por uma igreja independente na França, não reconhecida pela Igreja Católica. De acordo com o dogma católico, tanto a mulher ordenada quanto quem realiza a ordenação estão sujeitos à excomunhão automática.

Napoleão Bonaparte

A relação entre Napoleão Bonaparte e o papa Pio VII se deteriorou após a ocupação de territórios dos Estados Pontifícios pelo exército francês. O conflito se intensificou entre 1808 e 1809, quando o imperador anexou Roma e outras áreas ao Império Francês.

Como resposta, na noite de 10 para 11 de junho de 1809, Pio VII publicou a bula Quum memoranda, que excomungava todos os responsáveis por usurpar ou favorecer a violação da soberania temporal da Santa Sé. Embora Napoleão não tenha sido citado nominalmente, a medida era direcionada ao imperador.

Pintura em preto e branco de Napoleão Bonaparte e soldados durantre guerra na Rússia - Metrópoles

Pouco depois, Napoleão ordenou a prisão de integrantes ligados ao Vaticano. Na madrugada de 6 de julho de 1809, tropas francesas prenderam Pio VII, que permaneceu em cativeiro por cerca de cinco anos.

Fidel Castro

Em 1962, após declarar-se marxista-leninista e defender a implantação de um governo comunista em Cuba, Fidel Castro passou a ser apontado como excomungado pela Igreja Católica. A medida teria como base um decreto de Pio XII que estabelecia a excomunhão para católicos que apoiassem o comunismo.

Batizado na Igreja Católica, Fidel também adotou uma política de repressão à religião no país. O governo fechou escolas religiosas e expulsou 131 sacerdotes. Apesar disso, há divergências sobre a existência de um decreto formal de excomunhão assinado por João XXIII.

Essa versão é contestada em razão do perfil diplomático do pontífice e de declarações de seu secretário particular, Loris Capovilla, que afirmou que a excomunhão pode nunca ter ocorrido formalmente. Ainda assim, o Vaticano jamais anunciou a revogação da suposta punição atribuída ao líder cubano.