Madrid dá 48 horas ao executivo de Sánchez para acabar com acampamento
O governo regional de Madrid, liderado pelo Partido Popular (PP, direita) deu hoje 48 horas ao executivo nacional, de esquerda, para desmantelar "o acampamento ilegal" pela habitação no centro da cidade, garantindo que recorrerá aos tribunais se se mantiver.
© Getty Images/Gabriel Luengas/Europa Press

"A impunidade, a ilegalidade e a desordem não podem continuar a andar à solta na Porta do Sol", disse o porta-voz do governo regional, Miguel Ángel García, numa conferência de imprensa na sede do executivo autonómico, localizado na praça onde estão acampadas centenas de pessoas desde sábado num protesto por causa da crise da habitação.
Miguel Ángel García acusou a Delegação do Governo de Espanha na região autónoma de Madrid e o Ministério da Administração Interna, liderados pelo Partido Socialista (PSOE), de Pedro Sánchez, de não estarem a fazer "absolutamente nada" em relação a um protesto ilegal.
"Os madrilenos estão a sofrer um acampamento ilegal", afirmou, antes de alertar que há moradores e comerciantes gravemente prejudicados.
Também o presidente da câmara de Madrid, José Luis Martínez-Almeida, do PP, considerou nos últimos dias que o acampamento na Porta do Sol, no coração turístico e histórico da cidade, é ilegal e que deve ser levantado pelas forças de segurança.
Martínez-Almedia afirmou, na segunda-feira, que o direito ao protesto e à manifestação "deve conviver com o cumprimento das normas", o que afirmou não estar a acontecer.
O delegado do Governo de Espanha na Comunidade Autónoma de Madrid, Francisco Martín, disse na segunda-feira que o acampamento instalado na Porta do Sol é uma ação "reivindicativa, mas absolutamente pacífica" e que o trabalho das polícias é "velar pela segurança dos cidadãos".
"Há quem deseje ver outro tipo de imagens na Porta do Sol. É o momento da sensatez, do sentido comum e da convivência democrática", afirmou, em declarações a jornalistas.

Acampamentos pela habitação numa dezena de cidades em Espanha
Os acampamentos em protesto pela crise na habitação em Espanha estendem-se a uma dezenas de cidades, disse hoje a associação Sindicato de Inquilinas e Inquilinos, que promove estas iniciativas.
Lusa | 10:45 - 29/09/2026
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