Mais de 58% dos brasileiros acreditam que IA vai influenciar voto nas eleições
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Na primeira eleição presidencial em que as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa são usadas amplamente tanto pelos candidatos, para a produção de conteúdo de campanha, quanto pelos eleitores, para a busca de informações, uma pesquisa realizada pela Fbiz, agência de comunicação do grupo inglês WPP, revela que a maioria dos brasileiros (58,1% dos entrevistados) acredita que a tecnologia terá influência nas decisões de voto.
Para 34,8% dos entrevistados, a IA vai ter impactos positivos e negativos equilibrados. Mas, quando entram em detalhes sobre como isso pode acontecer, a avaliação muda: 29,7% preveem que ela ampliará a disseminação de notícias falsas e dificultará a escolha do eleitor, enquanto apenas 18,7% acreditam que ajudará a população a tomar decisões mais informadas.
Esse resultado contrasta com os dados sobre uso da IA para busca de informação. Segundo o estudo, 92,6% dos brasileiros acessam ferramentas de IA pelo celular, independentemente da classe social. As ferramentas de IA registram 70,4% de confiança, superando jornais e sites de notícias (59,2%), YouTube (55,2%), televisão (48,8%) e redes sociais (28,4%).
Algumas das frases colhidas durante o levantamento apontam para o uso da IA como uma fonte confiável para diferenciar fato de fake news. “Antes eu procurava no Google, mas como a IA já responde direto, jogo lá a fala do candidato para ver se é verdade ou fake news”, disse um entrevistado. “Sempre que recebo uma notícia duvidosa no celular, já abro a IA para checar as fontes antes de repassar”, disse outro.
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No entanto, existe um temor majoritário de que a IA possa contribuir para a disseminação de informações falsas durante o processo eleitoral. Os principais receios são em relação ao uso da tecnologia para a disseminação de fake news (55,1%) e a produção de deepfakes (52,9%). Além disso, 50,9% temem a dificuldade de distinguir conteúdos reais dos produzidos por IA, enquanto 49,7% veem risco de manipulação da opinião pública.
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Apesar de uma parcela significativa dos entrevistados entender que a IA pode ser uma ferramenta útil para identificar informações enganosas, uma minoria demonstra otimismo com o uso para esse fim pela maioria da população. Apenas 26,3% acreditam que a IA será usada para combater a desinformação.
Os dados da pesquisa confirmam a análise de especialistas de que a IA vive uma espécie de “corrida armamentista”: ao mesmo tempo em que é usada para produzir desinformação com uma facilidade, velocidade e volume sem precedentes, também está se popularizando como uma ferramenta para diferenciar fatos de falsidades.
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Intitulada Prompt-me, a pesquisa da Fbiz ouviu 1. 258 brasileiros em todas as regiões do país, contemplando diferentes faixas etárias (16 a 60+ anos), gêneros e classes sociais, com margem de erro aproximada de 2,8 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. O estudo foi feito em parceria com a plataforma de pesquisas On The Go.
A pesquisa será lançada de forma completa no final de setembro e cobrirá hábitos e rotinas do consumidor, a confiança nas ferramentas e buscadores, o papel da IA no ambiente de trabalho e nos estudos, o impacto nas jornadas de compra e decisão de consumo em diversas categorias de mercado, além das principais preocupações éticas e visões de futuro da população.
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