Marco, há aqui central. Palpitações na Escócia dão passagem ao Benfica
O Benfica conseguiu ultrapassar o vice-campeão da Escócia com um agregado que impõe respeito aos restantes membros da Liga Europa, mas acabaram por deixar fugir o ímpeto que foi inicialmente travado pelo empate caseiro diante do Académico de Viseu.
As águias empataram em Edimburgo com um golo para cada lado e passaram ao playoff sem grande preocupação, mas a resposta de Lukebakio ao golo sofrido demonstra pela parte do conjunto de Marco Silva que promete dar que falar em momentos de aperto.
Segue-se a equipa do AGF Aarhus, que venceu o campeonato dinamarquês na temporada passada pela primeira vez em 40 anos, mas que caiu diante de um Sabah Baku, do Azerbaijão, na terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões nesta temporada.
Mas vamos às notas do jogo.
Figura
Numa noite de experiências feitas no lado do Benfica, aproveitando a goleada conseguida na primeira mão, a grande vitória foi a confirmação de que a opção de ter Manu Silva para o centro da defesa é segura para Marco Silva.
O jogador português ganha assim uma nova importância para os encarnados, depois de ter sido assoberbado por lesões desde que chegou ao clube da Luz.
Surpresa
Samuel Dahl que se cuide. Há um menino do Seixal a querer aparecer no onze inicial mais vezes e o seu nome é José Neto. Sempre que tem sido chamado desde a temporada passada que tem demonstrado a capacidade de ser útil para a rotação do lado esquerdo da linha defensiva do Benfica e pode vir a dar dores de cabeça ao comando técnico das águias.
Desilusão
Muito se falou sobre a possibilidade de Cláudio Braga poder fazer estragos frente ao Benfica, com o português a referir mesmo que iria festejar se marcasse na Luz. No entanto, ao longo da eliminatória só fez com que os adeptos lusos ficassem com a impressão de que, talvez, Roberto Martínez tivesse razão em não chamar o avançado à seleção nacional para os amigáveis preparatórios do Campeonato do Mundo de 2026.
Não é um mau ponta de lança e tem características interessantes, mas não foi, de todo, a ameaça em frente à baliza que mostrou na temporada passada parece ter desaparecido.
Treinadores
Wouter Vrancken
Um estilo de jogo mais consistente e controlado por parte do Hearts, que tentou encontrar um ponto intermédio entre a posse de bola e a avalanche ofensiva.
Ainda assim, acabaram por ser novamente sufocados na entrada do encontro, mas apenas a terem a sorte que não tiveram em Lisboa, já que o Benfica foi perdulário no momento de fazer golos, face a tantas oportunidades no primeiro tempo.
Será uma equipa a ter em conta na Liga Conferência, caso consigam lá chegar e continuar a colocar consistência no seu modelo de jogo.
Marco Silva
Uma noite de experiências sem peso na consciência dos resultados tinha tudo para correr mal para o Benfica, mas foi tudo menos isso.
Marco Silva pôde fazer os testes necessários para confirmar dúvidas ou ficar com ainda mais dores de cabeça de quem poderá ser o seu onze inicial base para a reta inicial da temporada.
Arbitragem
O critério do juiz neerlandês Sander van der Eijk esteve sempre em conformidade desde o início da partida. Nunca foi muito severo nos pequenos toques, deixando que houvesse algum contacto entre os jogadores, mas sem que estes passassem a linha dos cartões, que foi também muito bem gerida.

Benfica em serviços mínimos parte coração escocês e segue na Liga Europa
O Benfica foi até à cidade de Edimburgo, na Escócia, para disputar a segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga Europa, eliminando o Hearts depois de um empate com um golo para cada lado, que se seguiu a uma goleada conseguida no Estádio da Luz.
Davide Rodrigues Araújo | 21:37 - 13/08/2026