'Maré negra' em Omã causada por petroleiro da 'frota fantasma' russa
Uma investigação recente da AFP revelou que o navio-tanque Caroline Bezengi encalhou no final de junho perto do arquipélago de Al-Hallaniyat, um ponto de biodiversidade no mar Arábico, após ter sido atingido por explosões de origem desconhecida.
Citada hoje pela agência noticiosa oficial de Omã, a autoridade ambiental afirmou que os resultados das análises mostram que a poluição por petróleo está agora a afetar algumas praias na região de Ras Madrakah.
O derrame pode contaminar até 40 quilómetros de costa na zona e 10 a 20 quilómetros das praias do sul da ilha de Masirah, acrescentou a autoridade, que pediu aos pescadores e à população que se mantenham vigilantes.
A Organização Marítima Internacional (OMI) declarou estar a "monitorizar de perto" a situação, acrescentando que "a monção dificultou o acesso à embarcação e atrasou as operações" de combate à 'maré negra'.
Um funcionário do Ministério dos Transportes, citado pela Agência de Notícias de Omã (ONA), confirmou que "as condições meteorológicas adversas (...) complicaram as operações técnicas".
Mascate afirmou na segunda-feira que estava a trabalhar para conter a 'maré negra', que, segundo as autoridades, cobria aproximadamente 390 quilómetros quadrados.
Em 2025, Omã estabeleceu uma reserva natural em torno do arquipélago para proteger os frágeis ecossistemas da região, que alberga uma fauna diversificada e rara.
Na semana passada, as organizações não-governamentais Greenpeace e PAX alertaram para um desastre ambiental regional iminente e apelaram para uma intervenção urgente.
As autoridades de Omã ainda não identificaram a causa da fuga.
A empresa de segurança marítima Vanguard informou a AFP que o petroleiro sofreu três explosões de origem desconhecida, no dia 06 de junho, provocando derrames e imobilizando-o.
Os especialistas alertam regularmente para o risco de derrames de petróleo provocados pela 'frota fantasma' da Rússia, composta por embarcações frequentemente envelhecidas, que Moscovo utiliza para exportar petróleo contornando as sanções ocidentais impostas desde a guerra na Ucrânia.
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