Marítimo-Académico de Viseu, 2-2 (crónica) | MAISFUTEBOL

🗓️ 2026-08-22 📁 sports 📝 ⏱️ 👁️ : -

Crença insular anula desvantagem de dois golos

Estádio do Marítimo, na Madeira

O Marítimo mantém-se invicto neste regresso à Liga, depois de três jornadas disputadas, mas perdeu, este sábado, os primeiros pontos em casa perante um Académico de Viseu que chegou a deter uma vantagem confortável ao intervalo. 

A partida da terceira jornada do campeonato revelou duas equipas ainda à procura de melhor forma física e entrosamento, mas o duelo acabou por satisfazer os adeptos, especialmente os da casa, uma vez que o coletivo insular mostrou que não está disposto a atirar a toalha ao chão sem lutar até ao fim. 

RECORDE O FILME DO JOGO

Como era de esperar, o Marítimo entrou a querer mandar no jogo, pressionando alto e com capacidade de acelerar o jogo. Mas só conseguiu assustar na sequência de um canto, ao qual Romain Correia correspondeu com um desvio de cabeça que saiu ao lado, aos seis minutos.  

A turma viseense aguentou bem o ímpeto inicial do adversário e, à passagem do minuto 10, deixou uma primeira amostra do que tinha planeado para o jogo. Valeu uma grande defesa de Alfonso Pastor, a remate de André Clóvis, num lance de insistência que revelou alguma permeabilidade na defesa da casa. 

Os verde-rubros, que começaram a sentir dificuldades para chegar à frente, responderam por Butzke, aos 17m. O espanhol, bem serviu por Raphael Guzzo, tentou a sorte com um remate de primeira à entrada da área, mas o esférico foi ter com Ewerton, que encaixou com segurança.

Foi o último momento ofensivo dos locais. A equipa de Mitchell van der Gaag controlava o jogo com mais posse de bola, mas era o Académico de Viseu que exibia melhores argumentos nas aproximações ofensivas. 

Aos 24m, Alfonso Pastor evitou o 1-0 com uma defesa de recurso para travar um remate de André Ceitil, desferido desde o meio-campo. Os viseenses continuam a procurar melhor o golo e, no minuto seguinte, numa jogada aparentemente estudada, Anthony Correia fez um lançamento longo para área, onde Clóvis surgiu a desviar de cabeça para inaugurar o marcador. O guardião maritimista ainda tocou na bola, mas o caminho das redes já estava traçado.

Após a pausa para hidratação, a partida regressou com alguns momentos quezilentos e faltas para amarelo que originaram muitas paragens. Com a equipa de Bruno Pinheiro bem instalada no terreno para depois tentar saídas em transição, o Marítimo ia procurando construir de trás para a frente, mas sem arte nem engenho para desmontar as linhas de um Académico bem focado e coeso a defender.

A partida parecia destinada a seguir para o descanso sem mais motivos de interesse, mas Rafael Fernandes encarregou-se de estragar tais planos ao efetuar um atraso deficiente, de cabeça, que acabou por isolar Soufiane Messeguem. Perante a saída do guardião Alfonso Pastor, o capitão alemão só teve de escolher o lado para elevar a contagem para 2-0, já nos descontos (45+1m). 

As duas equipas regressaram do descanso sem alterações, mas Van der Gaag seria o primeiro a mexer ainda antes dos 60m. Pouco depois do apito para o segundo tempo, as hostes verde-rubras tremeram ao ver os viseenses festejar mais um golo, mas o lance viria a ser anulado por fora de jogo de André Clovis.

Aos 52m, Martín Tejón dispôs de tempo e espaço para alvejar a baliza de Ewerton, mas o potente remate saiu um pouco ao lado. Os verde-rubros continuaram a pressionar, mas a ansiedade foi crescendo perante a falta de ideias para romper a ‘teia’ urdida pela turma de Bruno Pinheiro.

Faltava insistir mais e o exemplo foi dado por Paulo Henrique. O lateral subiu no terreno para efetuar um lançamento, e após a bola teimar em não deixar o último terço, meteu-se no meio da confusão para rematar e reduzir para 1-2.

A discussão do resultado estava relançada e a crença do Marítimo também. O Académico passou a sofrer de alguma ansiedade e a insistência maritimista agradeceu. Aos 88m, Butzke foi puxado por Ceitil já na área e o árbitro Luís Filipe foi lesto a apontar para a marca dos 11 metros. O avançado espanhol encarregou-se da cobrança e não perdoou, restabelecendo a igualdade a duas bolas.

O ‘Caldeirão’ entrou em ebulição, sentindo que tinha de ajudar a equipa a procurar a vantagem, mas o receio de arriscar mais mandou na cabeça das duas equipas.

FIGURA: Adrián Butzke (Marítimo)

O avançado espanhol não teve muita bola, mas já mostrou que quando a tem em condições sabe muito bem o que fazer com ela. Tentou ajudar os colegas com tabelas e a encontrar espaços que precisava para fazer a diferença. O melhor momento chegou aos 88m, e Butzque não perdoou, após ganhar um grande penalidade que acabou por fixar o resultado do jogo (2-2).

MOMENTO: lateral dá o exemplo (70m)

O Marítimo insistia com tudo para reduzir a desvantagem de 2-0 trazida do intervalo, mas faltava alguém com arte e engenho para desequilibrar. Até que surgiu Paulo Henrique a mostrar se faz. Leu bem um lançamento de Igor Julião e depois de ver que a defesa viseense não conseguia afastar a bola, meteu-se na confusão e, na insistência, fez o primeiro golo dos verde-rubros, relançando a equipa para buscar pelo menos o empate.


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