Mercado pet registra alta procura no interior de SP | G1

🗓️ 2026-07-23 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Especialistas apontam que o segmento atrai novos empreendedores por oferecer opções de atuação que não exigem grandes investimentos iniciais, como a prestação de serviços e a produção artesanal.

A história das irmãs Lina e Vivian é um exemplo disso. Elas decidiram mudar de rumo profissional em 2024. Ambas possuem formações em hotelaria e vendas e se tornaram Microempreendedoras Individuais (MEIs) transformando o quintal de casa, em São José do Rio Preto (SP), em uma creche e hotel para cães.

"A gente sempre gostou de cachorro, de bicho no geral. E a gente sempre falava: 'ai, um dia a gente vai largar tudo e vai trabalhar com cachorro'. E aí, em 2024, chegou esse dia", conta Lina Bechara em entrevista à TV TEM.

Irmãs empreendem em creche para cães no interior de SP — Foto: TV TEM/Reprodução

O espaço, que no início tinha capacidade para atender apenas um animal, hoje recebe dezenas de cães. Os bichos passam o dia sob cuidados específicos, seguindo uma rotina que inclui alimentação, adestramento, socialização e momentos de relaxamento.

Arte e personalização

Outra alternativa que tem ganhado espaço no mercado pet é o da personalização. A artista Bárbara Silva, de São José do Rio Preto, apostou no segmento para divulgar e vender seus trabalhos pela internet. Sem precisar sair de casa, ela produz ilustrações e quadros pintados à mão que retratam os animais de estimação.

"Inicialmente foi por hobby, depois vieram as encomendas. Sempre ligado à família, o pessoal buscava também pelo pet, eternizar algum momento ali com seu animal", explica Bárbara, que desenvolve desde ilustrações baseadas em fotografias a retratos realistas.

Trabalho desenvolvido por Bárbara Silva em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Reprodução / TV TEM

De tutora a 'Babá de Pets'

A relação de afeto entre tutores e pets é um dos propulsores da demanda por serviços no setor. A jornalista Lays Carvalho, responsável por nove gatos e por uma cadela da raça border collie, faz parte do grupo de clientes que não poupa mimos para os animais, investindo em petiscos, brinquedos e acessórios.

Contudo, além de consumidora, ela também viu no mercado uma oportunidade de renda extra e atua há 10 anos como babá de animais (pet sitter).

Jornalista de Rio Preto (SP) vira pet sitter ao ver oportunidade de crescimento no mercado — Foto: TV TEM/Reprodução

"Comecei cuidando dos pets de uma amiga, que me indicou para uma outra pessoa, e aí foi uma sequência assim que eu não tive controle. E daí eu percebi que esse mercado era bem aquecido aqui", relata Lays, destacando entre universitários e pessoas com rotinas de trabalho extensas que precisam de suporte no cuidado com os animais.

Baixo investimento

Procurado pela TV TEM, o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Wagner Jacometi, explicou que, para quem deseja ingressar no setor, o recomendado é realizar um bom planejamento, analisar o público-alvo e identificar qual formato de serviço ou produto atende melhor às necessidades locais.

Consultor do Sebrae explica sobre a importância do planejamento para investir em um novo negócio — Foto: TV TEM/Reprodução

Atividades como passeador de cães (dog walker) ou atendimento a domicílio exigem capital inicial muito baixo se comparadas à abertura de uma clínica veterinária ou de uma loja de produtos físicos, mas demandam o mesmo nível de profissionalismo.

"Se eu pegar no segmento de pets em que eu me proponho a fazer visitas às pessoas de tal forma que eu vou passear com esse cachorro, eu não tenho um investimento muito alto", salienta o especialista.

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