Metrô-DF considera “prematura” greve marcada e cita negociações em aberto
Distrito Federal
Sindicato da categoria aprovou greve, com início na próxima terça-feira (1º/9). Metrô-DF fala em concurso, principal entrave entre as partes
28/08/2026 09:35

A Companhia Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), afirmou, em nota, que mantém as negociações com os metroviários e considera “prematura” a aprovação de greve da categoria, marcada para a partir desta terça-feira (1°/9), por tempo indeterminado.
A paralisação do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) foi aprovada nessa quarta-feira (26/8). Segundo a entidade, a deflagração ocorre após meses de negociação buscando melhorias com o Governo do DF (GDF).
Em nota, o Metrô-DF afirmou que, desde o fim de março, foi instaurada no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10) uma Reclamação Pré-Processual (RPP) com o objetivo de viabilizar a mediação das negociações entre os trabalhadores, o Metrô-DF e o GDF.
“Desde o início da mediação, o Metrô-DF tem participado ativamente de todas as tratativas conduzidas pelo Tribunal, adotando providências administrativas concretas para viabilizar as reivindicações apresentadas”, declara a Companhia.
Segundo o órgão, “diversos pontos da pauta” já obtiveram anuência e encaminhamento favorável ao GDF. “O procedimento de mediação perante o TRT-10 permanece em curso e ainda não foi encerrado”, acrescentou.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles DF
Contudo, a principal reivindicação da entidade é para que o GDF faça um novo concurso público para recompor o quadro de funcionários. Sobre esse ponto, o Metrô-DF informou que não há negativa da companhia ou do GDF quanto à realização do certame, mas que depende da atuação conjunta de outros órgãos para autorização do concurso.
“O processo administrativo encontra-se em efetiva tramitação perante a Secretaria de Estado de Economia do Distrito Federal – SEEC, com atuação conjunta dos órgãos envolvidos para o cumprimento das etapas legais, fiscais, orçamentárias e administrativas necessárias à sua autorização, tendo sido aprovado inclusive pela SUGEP (Subsecretaria de Gestão de Pessoas)”, ressaltou.
Diante desse cenário, o Metrô-DF considerou “prematura” a deflagração do movimento paredista, em razão das negociações seguirem abertas.
“O Metrô-DF reconhece e respeita o direito de organização e representação dos seus empregados, mas ressalta que uma paralisação do sistema metroviário, neste momento, poderá produzir impactos significativos sobre a mobilidade urbana e, principalmente, sobre a população do Distrito Federal que depende diariamente do transporte público para seus deslocamentos”, concluiu.
Entenda o caso
- O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô-DF) aprovou greve da categoria a partir da próxima terça (1º/9), por tempo indeterminado;
- A deflagração ocorre após meses tentando negociar melhorias com o Governo do Distrito Federal, segundo a entidade;
- Uma das principais reivindicações dos metroviários é para que o GDF faça um novo concurso público para recompor o quadro de funcionários;
- Eles solicitam também melhores condições de trabalho, cumprimento de todas as cláusulas do acordo coletivo vigente, aceite integral da proposta do tribunal e pela contratação de empregados;
- No início deste mês, a categoria havia suspendido o indicativo de greve após uma negociação realizada com o Tribunal do Trabalho (TRT) para que um concurso público fosse realizado. A proposta, no entanto, dependia da aprovação do Metrô.