México enterra 117 corpos não identificados junto à fronteira com EUA

🗓️ 2026-09-12 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

Os restos mortais correspondem a pessoas falecidas entre 2019 e 2025 e, embora sejam transferidos para sepulturas individuais, as autoridades consideram o enterro como um destino que pode ser temporário, uma vez que o objetivo final continua a ser identificar as pessoas e devolvê-las às famílias.

Héctor Manuel Jacob Hernández, especialista coordenador de Ciências Forenses dos Serviços Periciais da Zona Norte, explicou à agência EFE que, antes de autorizar o procedimento, são realizados os estudos necessários para preservar as informações que permitam uma identificação posterior.

"A decisão de proceder ao enterro é tomada, em primeiro lugar, por questões de saúde e para evitar sobrelotações desnecessárias", salientou.

O responsável indicou que, só após a conclusão dos exames forenses correspondentes, a obtenção dos dados post mortem e o avanço nos processos de investigação é que se autoriza que os corpos sejam sepultudos.

O número de corpos sepultados reflete uma problemática que persiste na cidade fronteiriça mexicana, caracterizada por uma vasta população flutuante e imigração ilegal para os Estados Unidos.

Segundo Jacob Hernández, entre as pessoas que continuam por identificar, poderão até encontrar-se migrantes estrangeiros ou cidadãos provenientes de outros estados do país.

O enterro dos 117 corpos permitirá reduzir a quantidade de restos mortais que permanecem sob a custódia das instalações forenses.

Por detrás de cada corpo enterrado mantém-se em aberto uma investigação e a possibilidade de que, mesmo anos mais tarde, uma identificação permita dar-lhe um nome e devolvê-lo aos familiares.

"O facto de os trazermos para aqui é uma forma digna de os tratar, dar-lhes um destino temporário, se não for o destino final, porque o destino final é junto das famílias", afirmou Jacob Hernández.

Cada corpo é colocado numa vala individual e registada, pelo que pode ser localizado e exumado, caso a sua identidade venha a ser determinada posteriormente.

O tempo que uma pessoa permanece sob custódia antes de chegar a este procedimento varia de acordo com o andamento de cada investigação, salientou o especialista.

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