Ministro manda investigar escolas que recusaram alunos com vagas - 24 Notícias
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O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, determinou a análise dos casos de escolas que terão recusado alunos apesar de disporem de vagas. O objetivo é perceber o que aconteceu e apurar eventuais responsabilidades, numa altura em que ainda há alunos sem colocação.
“Quero tirar a limpo estes casos”, afirmou o ministro, defendendo que é necessário perceber concretamente por que razão algumas escolas não aceitaram alunos quando, segundo os dados disponíveis, existiriam lugares.
"Foram escolas cujos diretores já foram chamados. Essas escolas teriam capacidade, mas recusaram alunos. Isso obviamente é uma irregularidade. Uma coisa é termos muitas escolas que estão sobrelotadas até, passaram os máximos das turmas e já desdobraram turnos e criaram turmas adicionais. Tive notícia de dois casos em que diretor tinha lugar e recusou alunos. A inspeção já me tinha comunicado que havia casos desses e obviamente que quero isso tirado a limpo. Isso é que é grave", afirmou.
A situação surge num contexto de pressão sobre a rede escolar. No Seixal, por exemplo, o PS denunciou que dezenas de alunos continuavam sem colocação no 7.º ano a poucos dias do início do ano letivo e questionou o Governo sobre a capacidade das escolas e a articulação com os municípios.
Fernando Alexandre rejeitou, contudo, a dimensão das críticas socialistas e considerou-as “exageradas”. O ministro defende que o Governo está a acompanhar as situações pendentes e que é necessário distinguir os problemas efetivos de capacidade da rede de eventuais casos em que existiam vagas mas estas não foram utilizadas.
A investigação pretende precisamente esclarecer essa diferença e perceber se houve decisões das direções escolares que contribuíram para deixar alunos sem colocação.
O problema ocorre depois de outras polémicas envolvendo a gestão das escolas e a tutela. No verão, o ministro foi criticado por declarações relacionadas com a divulgação das notas dos exames nacionais, tendo a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas contestado a forma como os diretores foram responsabilizados.
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