MNE francês denuncia "intimidação grave" contra dois diplomatas no Irão
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, denunciou, esta segunda-feira, um "ato de intimidação extremamente grave" contra dois diplomatas franceses no Irão.
Em causa estarão atos de "intimidação levados a cabo pelo serviços de segurança iranianos" contra dois diplomatas franceses destacados em Teerão. Um dos quais terá sido "assediado".
"Na noite de domingo, dois agentes da embaixada francesa no Irão foram alvo de um ato de intimidação extremamente grave por parte dos serviços de segurança iranianos, em flagrante violação das imunidades diplomáticas de que gozam", referiu o ministro em comunicado enviado à AFP e publicado na rede social X.
Os dois diplomatas foram "detidos sem motivo por várias horas, interrogados e, no caso de um deles, agredidos" antes de serem autorizados a regressar à embaixada francesa "onde se encontram agora em segurança, aguardando o regresso a França nas próximas horas", refere ainda.
Dimanche soir deux agents de l'ambassade de France en Iran ont été la cible d'une action d'intimidation extrêmement grave de la part des services de sécurité iraniens, en violation flagrante des immunités diplomatiques dont ils bénéficient.
Détenus sans raison pendant plusieurs…
— Jean-Noël Barrot (@jnbarrot) July 20, 2026
"A agressão é ainda mais chocante pelo facto de estes dois agentes serem responsáveis pelos programas de apoio à sociedade civil e, em particular, aos artistas e cientistas iranianos", continua Jean-Noël Barrot, acrescentando: "Congratulei-os pela coragem no cumprimento de sua missão, que coloca França na vanguarda do apoio ao povo iraniano, que não abandonaremos".
"Manifestei-lhes, bem como ao nosso embaixador, o meu total apoio e solidariedade perante o sofrimento que enfrentaram. Informei o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano de que esta violação extremamente grave e inaceitável da integridade de nossos agentes não pode ficar impune", rematou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, atualmente em visita à Islândia, tinha recordado na semana passada que não haveria "qualquer levantamento das sanções" europeias contra o Irão enquanto o regime de Teerão não renunciasse ao seu programa nuclear e às suas ações desestabilizadoras na região.
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