Manifestação pela habitação em Lisboa é "causa justa" mas deve respeitar a lei, diz Moedas
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O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considerou esta sexta-feira que a manifestação pelo direito à habitação é uma causa justa, mas pediu o respeito pela lei, admitindo o uso simbólico de tendas no protesto.
“A causa é justa, aquilo que eu pedia era calma, serenidade, para que a causa seja justa e para que a causa possa ter a sua razão sem haver desrespeito pela lei“, afirmou.
O autarca falava na véspera de uma manifestação denominada “Não consegues pagar a renda? Monta a tenda!”, promovida na sequência dos protestos no Porto, que motivaram a intervenção da polícia.
“A causa desta manifestação é muito justa e todos nós, sobretudo os presidentes da Câmara, sentimos ainda mais do que todos, porque estamos na linha da frente, sabemos o que é as pessoas não terem casa para viver e sabemos o que é as pessoas não terem dinheiro para pagar a renda”, afirmou Carlos Moedas.
No caso da capital, o autarca social-democrata salientou que “esta é uma crise que vem de longe”, porque entre “2010 e 2020 praticamente não se construiu em Lisboa” e “houve uma década perdida”.
“Estamos a tentar fazer o mais que podemos e o mais que podemos atualmente é ser um exemplo na Europa, investimos 560 milhões, já entregámos mais de 3.500 casas”.
“Aquilo que eu peço e espero” é que “vai correr bem”, disse, recordando que a autarquia autoriza as manifestações pedidas, porque é “um direito constitucional” dos cidadãos.
“As pessoas têm razão, mas espero que corra tudo bem nesta manifestação, é importante para todos nós” e “vamos fazer tudo para que isso aconteça”, afirmou.
Sobre o uso de tendas na manifestação, “aqui o ponto é que as pessoas podem manifestar, [mas] têm que fazê-lo dentro da lei”, salientou.
As pessoas “podem-se manifestar com as tendas, mas a cidade tem um espaço público que deve ser respeitado, nós não podemos ter tendas em todos os sítios durante todos os dias, mas podemos ter manifestações em que existam tendas, isso não tem qualquer problema”, resumiu o autarca social-democrata.
Confrontado com a intervenção no Porto, Carlos Moedas considerou que “a polícia atua dentro da lei, dentro da proporcionalidade e da adequação”.
Mas “não sou eu, como presidente da Câmara, que tenho a capacidade de estar a avaliar isso, nem o devo fazer”, acrescentou.
Desde sábado que dezenas de pessoas permanecem acampadas na Praça D. João I, no Porto, numa mobilização contra a crise na habitação e o aumento do custo de vida.
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]