Morre José Badim, cirurgião plástico pioneiro em reconstruções
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O cirurgião plástico José Badim, pioneiro em procedimentos de reconstrução e tratamentos de queimaduras e tumores, morreu aos 95 anos na noite desta quinta-feira, 10, segundo nota divulgada pela direção do Hospital Badim, localizado no Rio de Janeiro, do qual foi o fundador. O médico teve sua história contada por VEJA no ano passado, quando relatou que permanecia em atividade e em contato com os pacientes aos 94 anos.
Badim estava internado desde 31 de agosto e a causa da morte não foi informda. “Ele faleceu como desejava, sendo cuidado pela equipe de assistência do hospital que fundou há 26 anos”, diz a nota.
Ainda de acordo com o comunicado, o cirurgião plástico deixa a esposa, três filhos e seis netos.
‘Pena da morte’
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Em agosto de 2025, VEJA publicou um relato em primeira pessoa de Badim, então com 94 anos. Na ocasião, contou como atuou no primeiro reimplante de mão e de couro cabeludo do país, do atendimento de mais de 50 queimados após a explosão de uma refinaria e operações para reconstrução de partes sensíveis, como laringe e esôfago, além de correção de alterações congênitas em crianças.
“Continuo trabalhando porque estou bem, não tenho tremor e essa ocupação me mantém vivo e consciente, com compromisso e com a cabeça funcionando. O paciente me procura, por que não atender?”, declarou.
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Com uma carreira tão longeva, chegou a fazer cirurgias com o filho, também cirurgião plástico, e até com o neto, que é ortopedista.
“Foi um prazer extraordinário para mim, não tem como definir. Foi uma sensação fabulosa”, descreveu.
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Badim mantinha uma rotina saudável, com exercícios e dieta equilibrada, e não temia o fim da vida: “Eu não pedi para viver tanto. Aconteceu e estou aproveitando porque não tenho medo da morte, tenho pena. Eu tenho pena da morte, porque está tão bom para mim que não quero morrer”.
A diretoria do Hospital Badim informou que o velório será realizado neste sábado, 12, no Cemitério e Crematório São Francisco de Paula – capela A, no Rio de Janeiro, a partir das 8 horas. A cremação está marcada para as 11h30.
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Sindhrio emite nota de pesar
O Sindicato dos Hospitais do Rio de Janeiro (Sindhrio) emitiu uma nota de pesar e disse que Badim “deixa um legado que ultrapassa sua trajetória pessoal na medicina e se estende à história da saúde do Rio de Janeiro”.
E continua: “construiu uma carreira marcada por importantes feitos na cirurgia plástica brasileira. Entre eles, está a realização, em 1968, do primeiro reimplante de mão do país, além de sua atuação pioneira na reconstrução e no tratamento de queimaduras, tumores e deformidades”.
O Sindhrio destacou ainda o fato de ele ter se mantido em atividade por tanto tempo, “demonstrando o compromisso e a paixão que marcaram sua vida profissional”.
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