Motta articula blocão para encurralar PL na disputa pelo comando da Câmara
Igor Gadelha
Hugo Motta articula um “blocão” com siglas de centro e de esquerda, o que deve encurralar PL na eleição para presidência da Câmara em 2027
16/10/2026 02:00

O presidente da Câmara Motta (Republicanos-PB), articula um blocão partidário que pode encurralar a numerosa bancada do PL e obrigar o partido a apoiar a reeleição do deputado ao comando da Casa, em fevereiro de 2027.
Na quarta-feira (15/10), como antecipou a coluna, Motta reuniu dirigentes e líderes partidários em um almoço para oficializar a continuidade do bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB, Cidadania e Podemos.

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Presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB)
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

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Presidente da Câmara Motta, declarou a perda dos mandatos
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputado

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O presidente da Câmara Motta
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
A ideia de Motta, segundo apurou a coluna, é expandir esse bloco para a eleição interna na Câmara, incluindo siglas de esquerda, como PT, PCdoB, PSB e PDT, e legendas menores mais de centro, como Solidariedade, PRD e Avante.
Pelos cálculos dos aliados de Motta, o blocão com partidos do Centrão e de esquerda pode chegar a mais de 350 deputados, quase o triplo sa bancada eleita do PL, que conquistou 121 cadeiras na Câmara nas eleições de 2026.
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Caso fique de fora do blocão articulado por Motta, o partido de Flávio Bolsonaro pode acabar sem uma vaga efetiva na Mesa Diretora da Câmara e ainda seria jogado para o fim da fila na escolha das comissões temáticas.
A previsão do grupo de Motta é de que, se ficar fora do blocão, o PL levaria apenas uma suplência da Mesa Diretoria e ficaria com a 16ª pedida das comissões, perdendo, assim, o direito de presidir colegiados estratégicos.
Como noticiou a coluna, o deputado federal Nikolas Ferreira (MG), uma das principais lideranças do PL na Câmara, mira a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa ao longo do próximo ano.
Ao articular o blocão, Motta tenta evitar uma candidatura do PL à presidência da Câmara. Hoje o partido tem ao menos dois pré-candidatos ao cargo: Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, ambos do PL do Rio de Janeiro.
Na sua primeira eleição ao comando da Câmara, em fevereiro de 2025, Motta articulou um blocão de 17 partidos de diversas matrizes ideológicas e que, juntos, somavam 489 deputados. Na época, tanto o PL quanto o participaram do bloco.