Mourinho explica saída do Benfica: "O Real Madrid é o Real Madrid"
Na véspera da entrada em cena do Real Madrid na fase de liga da nova temporada desportiva de 2026/27 da Liga dos Campeões, ante o Internazionale, José Mourinho concedeu uma extensa entrevista às plataformas oficiais da UEFA, na qual abordou diversos temas, entre eles, os motivos que o levaram a deixar o Benfica para regressar ao Santiago Bernabéu.
"É a segunda vez que regresso a um clube. Já tinha regressado ao Chelsea. Saí do clube em 2008 e regressei em 2013. Quando cheguei ao Real Madrid, em 2010, cheguei ao clube depois de ter conquistado a tripla. Ganhei a Liga dos Campeões e tudo o resto com o Inter, bem como a primeira Bola de Ouro da FIFA para treinadores", começou por afirmar.
"Cheguei depois de uma época em que conquistei tudo. Desta vez, não tinha ganho nada antes de me juntar ao clube. Cheguei aqui com a reputação que o clube já tinha de mim. Tendo em conta o que estavam a passar, o clube achou que eu era a solução, que era eu quem os poderia ajudar. Para mim, isso despertou o meu orgulho", prosseguiu.
"Na época passada, em Portugal, não escondi o que o Benfica significava para mim, algo que consegui esconder durante quase toda a minha carreira. Sentia-me à vontade no Benfica, gostava de lá estar e estava convencido de que estávamos a construir algo que traria resultados a curto prazo, mas o Real Madrid é o Real Madrid, e ponto final", completou.
"A época não é uma autoestrada"
O treinador português virou, de seguida, as atenções para o momento que atravessam os merengues, com três vitórias e uma derrota ao cabo das quatro primeiras jornadas de La Liga, sublinhando que o mesmo não pode ser embandeirado em arco: "Temos de ser optimistas, mas realistas, mantendo sempre a cabeça fria".
"Temos de ser optimistas no sentido de sabermos que virá uma fase menos boa e de sabermos que formar um grupo forte, unido e optimista é a melhor forma de superar os momentos difíceis quando estes surgirem, porque a época não é uma autoestrada, há subidas e descidas, bem como curvas ao longo do caminho, e temos de ser capazes de as superar. Começámos a nossa campanha com vitórias, temos jogado bom futebol e dado uma imagem diferente em comparação com a época passada", refletiu.
"Se ontem ganhei, quero ganhar outra vez"
A terminar, o Special One explicou aquilo que, aos 63 anos de idade, faz com que se mantenha motivado a singrar no mundo do futebol: "Tenho sempre de ganhar o próximo jogo. Acho que comecei este ciclo há mais de 20 anos – um ciclo do qual só vou sair quando o abandonar de vez, mas é um ciclo de 'Quero ganhar o próximo jogo', 'Qual é a competição mais importante?'. Nunca tenho a resposta certa para essas perguntas, porque, se amanhã tivermos um jogo da Taça do Rei, então. a Taça do Reio torna-se a competição mais importante".
"Depois, a partir de amanhã, se o próximo jogo for do campeonato, então, o campeonato torna-se a competição mais importante. A minha ambição volta sempre, e não o faz de vez em quando, mas sim jogo a jogo. Se ontem ganhei, quero ganhar outra vez. Se ontem perdi, não quero perder outra vez. Em vez disso, quero ganhar neste ciclo em que essa ambição volta sempre. Essa é a minha verdadeira natureza", concluiu.
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