Mulher hospitalizada após disparos de arma de ar próximos do Vaticano
Um homem de 50 anos atingiu várias mulheres com uma arma de pressão de ar no no bairro de Prati, em Roma, nas proximidades do Vaticano. Suspeito, que já foi ouvido pelas autoridades e saiu em liberdade, diz que "não tem rancor" em relação a mulheres e que "atirava aleatoriamente".
Segundo é explicado pela imprensa internacional, o homem foi identificado como Edoardo Ciardiello Crescimanno e apanhado após atingir a jornalista e escritora Cristina Stillitano.
Stillitano foi atingida no braço enquanto caminhava na rua e teve mesmo de ser socorrida no hospital e ser submetida a uma cirurgia. O projétil acabou por ser apreendido pela polícia italiana e a mulher encontra-se fora de perigo, apesar de a situação ter-lhe causado dores - e falta de mobilidade no braço, para já, pelo menos.
"Estou incrédula; para mim, este homem é uma bomba-relógio no bairro", afirmou a jornalista no programa "Ore 14", emitido pela Rai 2. A vítima disse ainda que sentia medo que a situação pudesse acontecer novamente.
Depois da intervenção cirúrgica, as autoridades começaram a investigar, tendo já ouvido mais relatos de pessoas que foram atingidas por estes projéteis. Angela Perrone é outra das vítimas deste homem e sofreu "apenas um arranhão", de acordo com o que explicou. Foi quando soube da situação com Stillitano que foi falar com as autoridades, dado o caso ter acontecido no mesmo bairro.
A imprensa italiana dá ainda conta de que duas turistas espanholas também terão sido afetadas pela situação, dado que, de acordo com um comerciante desta zona, as mulheres ouviram disparos e deixaram o local.
Também um homem ouvido pelas autoridades referiu que ouviu tiros, e que terá sido atingida uma zona de vegetação nas redondezas.
Após os testemunhos, a polícia italiana começou mesmo a pensar que os episódios estariam relacionados e que teriam o mesmo atirador. Realizaram perícias nos locais, reconstruíram tridimensionalmente a trajetória do projétil disparado contra a jornalista e acabaram por perceber qual o edifício do qual o disparo teria saído.
Com a investigação a seguir o seu rumo, os agentes chegaram ao apartamento de Crescimanno, onde apreenderam duas carabinas de pressão, uma mira ótica e duas pistolas de ar comprido.
Ao ser ouvido, Crescimanno sublinhou que não tinha "rancor" de mulheres, pediu desculpas às autoridades e explicou que percebeu que tinha atingido a mulher. A Procuradoria de Roma abriu um inquérito para perceber mais detalhe sobre a situação e, simultaneamente, os moradores do bairro em questão estão a mostrar-se cada vez mais preocupados com a possibilidade de novos disparos acontecerem, dado que o homem saiu em liberdade.
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