Mulher morta no ataque à marcha LGBTI+ em Berlim era polaca

🗓️ 2026-07-27 📁 world-news 📝 ⏱️ 👁️ : -

"Estamos chocados e profundamente tristes por saber que a vítima do trágico ataque em Berlim era uma cidadã polaca. Apresentamos as nossas mais sinceras condolências à família e aos entes queridos da falecida", publicou o porta-voz do Ministério polaco, Maciej Wewior, na rede social X.

O jornal alemão Bild publicou hoje que a vítima, de 65 anos, tinha ido a Berlim para participar na marcha com a filha, que sobreviveu ao ataque.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que o ataque de um 'jihadista' à marcha em Berlim não foi aleatório, pedindo mais do que meras declarações de condenação.

"É evidente que não nos podemos limitar a meras declarações. Teremos de reagir com prudência, mas também com determinação", declarou o líder alemão num pronunciamento em Berlim.

Merz enfatizou que "o alvo do ataque não foi escolhido ao acaso" e não se limita a um ataque à comunidade LGBTI+.

"Foi um ataque contra a nossa liberdade, foi um ataque contra a nossa sociedade livre. Foi um ataque contra a nossa liberdade e o nosso liberalismo", declarou o chanceler alemão.

Merz indicou que o Governo tomará medidas para "proteger e defender a liberdade, a abertura e o liberalismo" da sociedade alemã.

O atropelamento e o ataque com faca foram realizados no sábado à noite por Abdul Ballout -um alemão de origem libanesa, de 21 anos - provocaram também cerca de 30 feridos.

O ataque ocorreu quando uma carrinha embateu contra pessoas reunidas no parque Tiergarten, junto ao percurso da marcha. Em seguida, Ballout teria atacado outras pessoas com uma arma branca, que se suspeita ser uma manchete.

O suspeito, um 'jihadista', foi morto pela polícia durante uma operação no domingo.

O Ministério Público relatou no domingo, num comunicado, o percurso judicial do suspeito, condenado em maio por ter tentado juntar-se ao Estado Islâmico (EI) na Síria através do Líbano, onde foi detido, condenado e repatriado para a Alemanha.

Se Abdul Ballout foi condenado a uma pena privativa de liberdade, mas não foi encarcerado, foi porque os seus seis meses de prisão preventiva na Alemanha e os seus três meses de detenção no Líbano foram tidos em conta, assim como ter reconhecido os factos, argumento o Ministério Público, no comunicado.

As investigações sobre o caso continuam, segundo as autoridades alemãs.

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